As rugas dinâmicas, ou rugas de expressão são
aquelas provocadas pela contração muscular da mímica
facial, que leva, ao longo do tempo, à formação
de vincos na pele. A toxina botulínica é uma proteína
produzida pela bactéria Clostridium botulinum. Esta
substância, inicialmente utilizada em Oftalmologia e Neurologia
para correção de contrações musculares
involuntárias, começou a ser utilizada na Dermatologia
há alguns anos para a correção das rugas dinâmicas,
com ótimos resultados. A toxina botulínica atua impedindo
a contração dos músculos faciais que dão
origem às rugas. Com a interrupção da contração,
ocorre o relaxamento muscular e as rugas se atenuam.
A técnica
é simples, rápida e aplicada no próprio consultório,
mas deve ser realizada por um profissional médico capacitado.
Por ser injetada com uma agulha muito fina, a maioria das pessoas
relata que é perfeitamente suportável a sensação
da picada. Pessoas mais sensíveis podem utilizar um creme anestésico,
colocado 60 minutos antes do procedimento, para atenuar o incômodo.
No Brasil existem três produtos: Botox®, Dysport® e
Prosigne®, todos nomes comerciais da toxina botulínica.
O custo por aplicação nunca é inferior a R$800,00,
pois o produto deve ser corretamente diluído para ser eficaz
por, pelo menos, por 6 meses.
Os principais
locais da face onde pode ser utilizado são a região
frontal (testa), a glabela (entre os supercílios) e região
peri-orbitária ("pés de galinha"). A substância
é injetada em pontos específicos dos músculos
responsáveis pela mímica facial que estão causando
as rugas. Os resultados aparecem em cerca de 48 horas e o procedimento
deve ser repetido a cada seis meses para a sua manutenção.
Este tempo pode variar de acordo com cada pessoa. O procedimento pode
ser repetido diversas vezes e, com a continuidade do tratamento, a
duração do efeito tende a aumentar.
Os efeitos colaterais
são raros, mas pode ocorrer dor de cabeça leve e transitória
logo após a aplicação e também a formação
de pequena equimose ("mancha roxa") no local de uma ou outra
picada da agulha. A ptose palpebral (abaixamento da pálpebra
superior) pode ocorrer em 1% dos casos, sendo reversível em
cerca de duas semanas. Para evitar riscos de ptose palpebral, quem
se submete à técnica não deve se deitar ou manipular
os locais da aplicação durante 4 horas após o
procedimento.
Recomenda-se
não utilizar em mulheres grávidas e aquelas que estão
amamentando, ou em pessoas portadoras de doenças neuromusculares.
O FDA fez uma
revisão das notificações de
reações graves e não graves em 13,5 anos de uso
da toxina botulínica em 1437 notificações. Houve
28 mortes, falta de efeito (63%), reação no local da
injeção (19%) e ptose palpebral (11%).
Fonte:
Botulinum toxin type A injections: Adverse events reported to
the US Food and Drug Administration in therapeutic and cosmetic cases
Journal of the American Academy of Dermatology Volume 53, Issue 3
, September 2005, Pages 407-415.
Última
atualização: 14/10/2005

Implante
facial (ou preenchimento facial) é uma técnica cirúrgica
que consiste em corrigir ou atenuar as imperfeições
da pele, como rugas e cicatrizes, e preencher os lábios e as
depressões da pele. Este efeito tem duração variável
que depende do local da aplicação, das características
pessoais do paciente, e das propriedades das substâncias utilizadas.
Os métodos mais utilizados envolvem a aplicação
de substâncias injetáveis reabsorvíveis
(naturais) e não-reabsorvíveis (sintéticas).
Os implantes mais utilizados atualmente são feitos de substâncias
reabsorvíveis, porque causam menos problemas alérgicos
e são naturalmente absorvidos pelo organismo. Os implantes
absorvíveis são o ácido hialurônico,
o ácido poliláctico e o colágeno de origem animal.
Os implantes não absorvíveis são
o polimetilmetacrilato, a poliacrilamida e o silicone.
Ácido
Hialurônico: é uma substância presente
em nosso organismo responsável pelo volume da pele, pela forma
dos olhos e pela lubrificação das articulações.
Quando injetada na pele têm pouco ou quase nenhum efeito colateral,
não provocando reações alérgicas. As reações
que ocorrem no local da aplicação variam desde um pequeno
rubor e discreto inchaço, a uma discreta sensação
de coceira ou dor, que desaparecem em 24-48 horas. Os produtos mais
utilizados são aqueles com o ácido hialurônico
polimerizado. O efeito dura entre seis meses a um ano. Os produtos
encontrados no Brasil são compostos de ácido hialurônico
estabilizado, obtido por fermentação bacteriana (Restylane®,
Restylane Fine Lines®, Perlane®), compostos por gel viscoelástico
de hylan B de crista de galo (Hylaform®, Hylaform Fine Line®,
Hylaform Plus®) e compostos de ácido hialurônico
reticulado (Juvéderm® 18, Juvéderm® 24, Juvéderm®
30, Perfectha®)
Ácido Poliláctico:
esse ácido é encontrado naturalmente no organismo
humano. Ao longo dos 30 anos de existência não se observou
qualquer reação alérgica ou rejeição
a essa substância. Esse produto faz parte de uma geração
de preenchimentos que promovem aumento da espessura da pele, corrigindo
aquelas rugas indesejáveis à custa de estimulação
da própria pele. Seu tempo médio de duração
é de um ano e meio, podendo chegar a três anos. O produto
encontrado no Brasil é composto de hidrogel de ácido
poliláctico (Sculptra®).
Colágeno
de origem animal: o colágeno é uma proteína
fibrosa encontrada nos mamíferos, representando 25% do teor
de proteínas do nosso corpo. Dentre os diferentes tipos de
colágeno, o tipo I é o mais abundante, correspondendo
a 80% do colágeno do nosso organismo. Como é um produto
de origem animal, antes de aplicar, o médico deve investigar
no paciente os antecedentes alérgicos ou reações
anafiláticas a preparados com colágeno ou com carne
bovina. Depois o médico deve fazer um teste dermatológico
prévio no paciente, para prevenir uma possível reação
alérgica que ocorre em 3% dos casos. Os produtos encontrados
no Brasil são compostos de colágeno bovino altamente
purificado (Zyderm® I, Zyderm® II, Zyplast®). Devido a
incidência de doenças causadas por príons, e em
especial a “doença da vaca louca” (BSE), estes
e outros produtos que utilizam colágeno bovino caíram
em desuso.
Polimetilmetacrilato
(PMMA): é um produto sintético composto de
micro esferas com 20-80 micra de diâmetro, inertes e biocompatíveis.
Quando injetadas na pele elas estimulam a formação
de colágeno e de novos vasos (reação de corpo
estranho). Reações adversas podem surgir como vermelhidão
e inchaço, e formação de nódulos. Têm
durabilidade de 12 meses. Os produtos encontrados no Brasil
são compostos de PMMA com gel de carboxigliconato hidroláctico
de magnésio não absorvível (Metacrill®),
e de PMMA com colágeno bovino (Artecoll®).
Poliacrilamida:
é um material sintético cuja ação
na pele é causar uma reação inflamatória
local, tipo reação de corpo estranho, e estimular a
formação de colágeno e elastina pela própria
pele. Foi desenvolvido para apresentar resultados em médio
prazo. Sua duração é até dois anos. Os
produtos encontrados no Brasil são compostos de poliacrilamida
com ligações cruzadas (Aquamid®, OutLine®),
de poliacrilamida com água apirogênica (Hidrogel®)
e de gel de poliacrilamida com microesferas porosas de poliidroxivinil
(Evolution®).
Silicone: é
um dos polímeros mais utilizado na medicina, tanto na dermatologia
como na cirurgia plástica. Para implantes na pele utiliza-se
o silicone líquido injetável (SLI) de grau médico.
A maioria das reações adversas relatadas é
causada por materiais adulterados e de procedência duvidosa.
O silicone aplicado com a técnica correta (micro-gotas),
nas áreas corretamente indicadas e por profissionais habilidosos
resulta em bons resultados estéticos, sem complicações
para os pacientes. Não há associação
entre o aparecimento de doenças auto-imunes com o uso do
silicone. No Brasil o uso do silicone líquido injetável
(SLI) está proibido por lei, exceto em reconhecidas e específicas
indicações terapêuticas.
Como
tratar as cicatrizes
Não
existe cirurgia sem cicatriz. Isso parece bastante óbvio,
mas algumas pessoas se surpreendem. Quando a cicatrização
ocorre dentro do esperado, em 1 mês ainda se nota uma linha
avermelhada que vai ficando cada vez mais da cor-da-pele. É
muito importante que o paciente evite o sol por 90 dias para que a
cicatriz não escureça.
Acontece que algumas pessoas, por fatores genéticos, apresentam
uma cicatrização ruim. Esta pode ser classificada em
quelóides (cicatrizes altas e duras, que ultrapassam
os limites do corte cirúrgico, como um tumor) e cicatrizes
hipertróficas (cicatrizes altas e duras, dentro do
limite do corte cirúrgico). Um mesmo paciente pode ter cicatriz
hipertrófica numa região e não ter em outra.
Por isso, por mais que o médico tenha conversado com o paciente,
pode acontecer de a cicatrização não ser tão
boa. Dentro dessa classificação ainda podemos colocar
as fibroses, que são aderências subcutâneas que
“repuxam” a pele para baixo e deixam uma sensação
de endurecimento no local.
Existem algumas maneiras de se tratar cicatrizes anormais: radioterapia
ou beta-terapia, que deixa o local muitas vezes escurecido
porque, na verdade, provoca uma pequena queimadura; a infiltração
com corticóides, que podem causar atrofias e vermelhidão
pelo aumento dos vasos sangüíneos; fazer uma compressão,
logo após a cirurgia, com placas ou géis de silicone
(previne mais do que trata); a infiltração local
com 5-fluoruracila (5-FU) diminui a quantidade de fibroblastos
(células que fazem a cicatrização) anormais sem
prejudicar os normais; o laser coagula os vasos sangüíneos
em excesso no local da cicatriz, diminuindo a vermelhidão;
criocirurgia, com nitrogênio líquido,
que congela a cicatriz pelo frio, até abaixá-la; e a
cirurgia, que consiste em refazer a cicatriz. É
importante que o paciente não espere muito para tratar a cicatriz.
Quanto mais tarde, mais difícil o tratamento. Os quelóides,
dependendo do tratamento, podem voltar.
Última
atualização: 27/10/2005

Algumas
notas sobre programas "Anti-Envelhecimento"
Robert N. Butler, M.D.
Alguns
indivíduos e organizações gostariam de nos fazer
acreditar que o envelhecimento não é inevitável
e que a "imortalidade está dentro de nosso alcance".
Estes mesmos indivíduos acreditam que existem biomarcadores
bem validados de envelhecimento que podem ser usados para desenvolver
programas individualizados de "antienvelhecimento". Essa
abordagem é cara e inclui intervenções precariamente
validadas tais como melhorar o status de antioxidantes e
reposição de hormônio de crescimento (GH), testosterona,
deidroepiandrosterona (DHEA) e melatonina.
Embora os níveis de hormônio de crescimento declinem
com a idade, não foi comprovado que tentar manter os níveis
que existem em pessoas jovens seja benéfico. É concebível
que mudanças hormonais relacionadas com a idade possam servir
como marcadores úteis do envelhecimento fisiológico.
Entretanto, isso não foi demonstrado experimentalmente tanto
em humanos como em animais. Embora ensaios com reposição
do hormônio tenham alcançado alguns resultados positivos
(ao menos em curto prazo), é claro que efeitos colaterais negativos
também podem ocorrer na forma de aumentar o risco de câncer,
doença cardiovascular e mudanças comportamentais.
Ainda pode ser que se demonstre que níveis baixos do hormônio
de crescimento sejam um indicador de saúde. Achados de pesquisa
indicam que camundongos que produzem hormônio de crescimento
em excesso vivem somente um tempo curto, sugerindo que a deficiência
do GH em si não causa aceleração do envelhecimento,
mas que o oposto possa ser verdadeiro.
Tem
sido demonstrado que a terapia de reposição de estrogênio
em mulheres tem benefícios definidos, especialmente em prevenir
fraturas pela osteoporose, embora alguns estudos recentes sugiram
que o estrogênio não deveria ser usado em mulheres que
sabidamente têm doença cardíaca. Porém
a relação risco/benefício para a reposição
de testosterona e tratamento de GH não foi estabelecida em
pessoas mais velhas, e ensaios com DHEA fracassaram em mostrar benefícios
clínicos significativos no envelhecimento normal.
Ensaios clínicos para investigar os riscos e benefícios
dessas e de outras intervenções potenciais ou ainda
estão em andamento, ou ainda não proporcionaram respostas
definitivas. Desse modo deve se ter cuidado até que ensaios
clínicos adequados tenham sido finalizados e analisados.
É importante estudar substâncias que possam ter efeitos
favoráveis sobre a promoção da saúde (como
a possibilidade de que algum hormônio anabólico possa
proteger, mesmo que apenas por um curto prazo, contra as fragilidades
da velhice). Entretanto, não é apropriado comercializar
tais substâncias com alegações infundadas. Além
disso, não há nenhuma supervisão do FDA para
assegurar se os produtos hormonais comercializados como "suplementos
alimentares" são seguros ou eficazes ou mesmo se contêm
os ingredientes listados em seus rótulos.
O
conceito de "medicina antienvelhecimento"
contrasta com a moderna gerontologia que distingue entre envelhecer
como um fenômeno natural e doenças, e o papel do envelhecimento
per si como um risco para doenças. Medicina antienvelhecimento
não é reconhecida como uma especialidade pelo mainstream
da medicina ou seguros-saúde. Seus praticantes deveriam ser
distinguidos dos clínicos do mainstream os quais são
preocupados com a promoção da saúde e prevenção
de doenças. Avanços de estilos de vida mais favoráveis
com atenção a dieta, exercícios, interrupção
do tabaco e identificação precoce de fatores de risco,
medidas do status funcional e marcadores de doenças
é um objetivo desejável e passível de ser alcançado.
Por exemplo, é importante diminuir níveis de colesterol
através de exercícios ou do uso de agentes farmacológicos
como estatinas, e detectar hipertensão e diabetes precocemente
de modo a efetuar controle apropriado e prevenir as conseqüências
freqüentemente fatais de ambas. Porém médicos que
alegam te a capacidade de medir "bio-marcadores de envelhecimento"
e afetá-los de maneira favorável não estão
fundamentados cientificamente.
Dr. Butler
é um proeminente gerontologista que fundou e dirige o International
Longevity Center USA, um centro de pesquisa aplicada, cuja missão
é ajudar indivíduos e sociedades a se voltarem para
longevidade e envelhecimento da população de modo positivo
e produtivo. Seu artigo, Biomarkers of Aging: From Primitive Organisms
to Man, destaca a necessidade de mais pesquisas sobre os mecanismos
e marcadores do envelhecimento.
Última
atualização: 06/12/2005

Obesidade
e cigarro aceleram o envelhecimento celular
Uma
pesquisa divulgada em 16/06/2005 aponta para um novo mal decorrente
da obesidade e cigarro: o envelhecimento precoce das estruturas
de DNA. O estudo foi feito com base na medida dos telômeros,
pedaços do DNA sem qualquer função aparente e
que diminuem progressivamente com a divisão celular, até
se extinguirem. Ainda não se sabe com exatidão que efeitos
o fim dos telômeros pode acarretar ao organismo, mas ele está
associado à morte celular.
O pesquisador responsável
pelo estudo utilizou como parâmetro o DNA de glóbulos
brancos sangüíneos, e a partir dele mediu o quanto os
telômeros diminuem em cada divisão celular e o tamanho
estimado dessas estruturas em determinadas idades. Na seqüência
do estudo, foram medidos os telômeros de 1.122 mulheres, entre
18 e 75 anos. Posteriormente, eles foram comparados caso a caso.
As mulheres obesas, em comparação
com mulheres magras da mesma idade, apresentaram telômeros muito
menores, cerca de 9 anos, numa proporção de tempo. Já
as fumantes, ou ex-fumantes, em comparação com não-fumantes,
apresentaram um DNA quatro anos e meio mais velhos. Na comparação
de mulheres obesas e fumantes com as demais, o envelhecimento chegou
a 10 anos.
Os pesquisadores ressaltam
que os resultados não são um indício de que obesos
e/ou fumantes vivam necessariamente menos que os demais por esse motivo;
mas os efeitos dos telômeros sobre o corpo são importantes
e têm sido exaustivamente estudados pelos pesquisadores.
Última
atualização: 08/01/2006

Tratamento
moderno para as rugas faciais
Existem
duas maneiras de se tratar as rugas faciais: a mais simples e imediata
é o tratamento apenas externo, agindo diretamente sobre as
rugas, utilizando-se técnicas como lifting facial,
peeling químico, preenchimentos cutâneos e substâncias
que paralizam a musculatura que forma as rugas. Este tratamento tem
efeito imediato porém não duradouro, pois geralmente
'estica' a pele envelhecida. A segunda maneira de tratar as rugas
é o tratamento externo e interno simultaneamente, isto é,
faz-se um tratamento externo com aporte de substâncias nutritivas
e rejuvenescedoras da pele concomitante a uma suplementação
sistêmica de nutrientes específicos para a pele. É
um tratamento de resultados surpreendentes e de efeito prolongado,
pois age no organismo como um todo. Esta abordagem completa da pele
é defendida por dermatologistas como Dr Nicolas Perricone
e Dr Howard Murad, e o cirurgião plástico
Dr Gregory Bays Brown. Um resumo destas técnicas
em breve será apresentado e discutido.
Última atualização: 06/12/2005

Comprovada
ação antioxidante de frutas vermelhas
Pesquisa demonstra como
substância natural previne câncer e envelhecimento celular
precoce
Um
estudo da Universidade de Brasília (UnB) traz boas notícias
sobre o ácido elágico. Essa substância
é a responsável pela coloração vermelha
de frutas como amora, cereja e morango - que ajuda
a atrair insetos para a polinização - e também
pela proteção contra pragas. Suspeitava-se que o composto
era capaz de prevenir o envelhecimento precoce de células e
também a formação de tumores. A pesquisa
não só comprovou a atividade antioxidante dessa substância
como mostrou pela primeira vez o mecanismo de ação do
ácido elágico na célula animal.
O teste, realizado pela nutricionista Janini Ginani, durante seu mestrado
pelo Departamento de Nutrição da UnB, aplicou a substância
purificada em células de fígado de rato. Após
induzir nessas células a formação de radicais
livres - moléculas tóxicas instáveis que necessitam
reagir com outras moléculas para se estabilizarem -, foi aplicado
ácido elágico para investigar seu efeito sobre essas
moléculas.
O teste permitiu identificar a atuação do ácido
sobre o radical produzido. "A substância reagiu diretamente
com o radical e formou um outro menos reativo e, portanto, menos tóxico.
Isso impediu que outras moléculas reagissem com essas moléculas
tóxicas, o que evitou danos às células",
afirma Ginani. "A presença do ácido elágico
protege as células como um escudo."
Alguns
estudos já haviam sugerido a atividade antioxidante dessa molécula.
"Nossa pesquisa confirmou tal atividade e ainda demonstrou como
ela se dá, ou seja, como é o mecanismo de ação
do ácido elágico", explica a nutricionista. "Além
disso, descobrimos também a ação antioxidante
desse ácido antes mesmo da formação dos radicais
livres, quando ele se liga ao ferro e ao cobre livres no organismo
e impede sua síntese", diz Ginani. "Esses elementos
químicos podem estar envolvidos na formação dos
radicais, assim como alguns processos bioquímicos e enzimas."
Já existem no mercado cápsulas com ácido elágico
vendidas para combater o envelhecimento. Entretanto, a pesquisadora
alerta para a forma como essas cápsulas são consumidas
- como complemento alimentar. "Se houver um excesso no consumo
dessa substância, o efeito pode ser oposto e provocar o aumento
da formação de radicais livres", ressalta Ginani.
"O ideal é manter uma alimentação rica em
frutas vermelhas, que contêm a substância em quantidades
equilibradas."
Comentário:
O Dr Howard Murad, conhecido dermatologista norte-americano, cujos
livros A Solução para a Celulite e Livre
de Rugas para Sempre, que serão lançados este semestre
no Brasil, faz uso em suas formulações dermatológicas
do extrato de romã (pomegranade), rico em ácido elágico.
Ele utiliza há muitos anos o extrato de romã em filtros
solares, o qual potencializa o efeito fotoprotetor e combate o envelhecimento
precoce. Outra fruta muito utilizada por ele é a Goji Berries
(Lycium sp), fruta originária do Extremo Oriente,
rica também em aminoácidos essenciais (foto). Esta pequena
fruta é vendida seca e pode ser consumida como suplemento nutricional.
Última
atualização: 17/01/2006
Tratamento
para rugas pode combater câncer
Um
tratamento para eliminar as rugas poderia ser importante no tratamento
contra o câncer, incluindo nos processos de quimioterapia e
radiação, sugeriu um estudo publicado nesta terça-feira
na revista Clinical Cancer Research. Trata-se de um tratamento
à base de Botox® injetável que pode reduzir transitoriamente
as linhas que aparecem nas imediações da zona ocular
de pessoas de 18 a 65 anos. Consiste na aplicação de
uma proteína purificada produzida pela bactéria Clostridium
botulinum, que reduz a atividade dos músculos que produzem
tais linhas. Também pode ser utilizada em tratamentos contra
espasmos faciais, o estrabismo e qualquer tipo de hiperatividade muscular.
Uma pesquisa com ratos conduzida
por Bernard Gallez, professor de farmácia da Universidade
de Louvain, na Bélgica, determinou que a proteína
produz uma dilatação vascular que permite uma destruição
efetiva das células cancerígenas mais resistentes. Até
agora grande parte da pesquisa sobre os tratamentos contra o câncer
tinha se baseado em uma tática totalmente oposta: reduzir o
crescimento vascular para impedir que os nutrientes chegassem às
células tumorais. Segundo declarou o relatório sobre
a investigação, embora a radiação e a
quimioterapia sejam métodos tradicionais, a maioria dos tipos
de câncer desenvolveu uma crescente resistência a elas.
O fenômeno teve como resultado a aplicação de
quimioterapias e radiações cada vez mais tóxicas,
e a busca por remédios que possam vencer a resistência
dos tumores aumentou ainda mais.
Segundo
manifestou Gallez, a toxina poderia inibir a contração
dos vasos tumorais e melhorar sua capacidade para responder à
radiação e à quimioterapia. No experimento, os
cientistas utilizaram dois modelos de tumor. A proteína foi
injetada nos tumores quando estes tinham registrado um crescimento
de cerca de nove milímetros, e os testes realizados três
dias depois revelaram a esperada dilatação vascular.
"Este é o primeiro modelo experimental que demonstra como
o Botox® pode influenciar na reação dos vasos capilares
que alimentam os tumores", afirmou Gallez, que ressaltou, no
entanto, que é necessário realizar mais estudos para
determinar se este novo método pode ser útil no tratamento
do câncer entre seres humanos.
Última
atualização: 22/02/2006

Cientistas
dizem ter descoberto causa do envelhecimento da pele
Os
cientistas da Universidade Clarkson, de Nova York, descobriram
que as células da pele endurecem com o tempo,
contrariando a crença anterior de que o enrijecimento se dava
no espaço entre as células, afetando as proteínas
que ficam fora delas. De acordo com os cientistas da universidade
americana, depois de vários anos de divisão celular,
as células epiteliais se tornam entre duas e dez vezes mais
duras do que células semelhantes em pessoas mais jovens. O
enrijecimento se daria por causa do adensamento da camada de fibras
responsável pela forma da própria célula, o chamado
citoesqueleto.
Muitos tratamentos cosméticos hoje adotados para combater rugas
partem da suposição de que o endurecimento não
afeta as células em si. Os estudiosos da Universidade Clarkson,
cujo estudo foi publicado na revista Physics and Medicine in Biology,
dizem que já existem drogas que poderiam ser usadas para inibir
o endurecimento do citoesqueleto e, assim, frear o processo de envelhecimento.
No momento, eles estão testando a eficácia de alguns
cremes em cobaias.
O professor Stuart Parker, do Instituto de Estudos sobre o Envelhecimento
da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, disse que as
descobertas no momento são apenas puramente técnicas
e se referem a células cultivadas em laboratório. Parker,
porém, reconheceu que os novos dados "são mais
uma peça no quebra-cabeças do nosso entendimento dos
processos celulares e moleculares associados ao envelhecimento".
http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia
Última
atualização: 22/02/2005

Má
alimentação na infância acelera envelhecimento
Uma
pesquisa sobre a alimentação de pássaros, por
cientistas da Universidade de Glasgow, sugere que uma dieta
inadequada na infância pode tornar mais difícil o combate
aos efeitos do envelhecimento. De acordo com especialistas, os resultados
do estudo podem servir como base de avaliação para as
conseqüências da má alimentação também
de seres humanos.
Durante a pesquisa, os passarinhos
que receberam uma dieta ruim, em suas duas primeiras semanas de vida,
desenvolveram menos antioxidantes - que combatem os efeitos da idade
- e morreram antes. Os antioxidantes reduzem o mal causado pelos radicais
livres.
Os animais não conseguem fabricar seus próprios antioxidantes,
que incluem as vitaminas A e E, e têm que consegui-los através
da comida. Todos os pássaros foram alimentados com quantidades
ilimitadas de sementes. Entretanto, a qualidade do alimento dado para
alguns pássaros foi inferior, com falta de proteínas
e vitaminas.
Os professores Pat Monaghan e Neil Metcalfe, autores do estudo, disseram
que à primeira vista, os pássaros cresceram uns iguais
aos outros. Mas logo em seguida, foi descoberto que pássaros
com pior dieta na infância não conseguiam fazer
uso dos antioxidantes que haviam comido, e tiveram vida mais curta.
"Eu acho que ainda não está claro se o mesmo se
aplica aos humanos, mas é possível", diz Metcalfe.
"Mas este mecanismo é muito comum entre espécies,
então é possível."
Ele também afirma que é certo que as condições
de vida na infância se refletem na vida adulta. No caso dos
pássaros da raça zebra finch, que foram pesquisados,
o período de duas semanas coberto pela pesquisa equivale aos
primeiros dez anos da vida humana. Mas o professor Metcalfe adicionou
que a comparação com fast food não é adequada.
"No caso da comida de pássaro, a dieta de baixa qualidade
foi pobre em vitaminas e proteínas - mas a comida humana tipo
fast food pode ser rica em gordura e rica em proteína",
disse ele.
O estudo foi financiado pelo Natural Environment Research
Council, da Escócia.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia
Última
atualização: 22/02/2005

Estresse
envelhece dez anos
O
estresse, como a preocupação de uma mãe com um
filho doente, por exemplo, pode adicionar dez anos à idade
biológica das células de uma mulher, mostrou uma pesquisa
da Universidade da Califórnia. Isso porque ele é
capaz de prejudicar partes do DNA conhecidas como telômeros,
que participam no controle da divisão celular.
Segundo os cientistas, que realizaram o estudo a pedido da Proceedings
of the National Academy of Science, o estresse pode estar relacionado
ao início prematuro de doenças ligadas à idade.
Os telômeros são tiras de DNA na ponta final dos cromossomos,
que parecem proteger e estabilizá-los. Porém, eles diminuem
a cada vez que uma célula se divide, até que não
sobre mais nada, fazendo as divisões celulares menos confiáveis
e aumentando as probabilidades de doenças comuns em idades
avançadas.
Pesquisas anteriores sugeriam que o envelhecimento precoce era em
parte causado por estresse, mas não estava confirmado como
se dava esse mecanismo dentro do corpo. Neste estudo, os pesquisadores
examinaram 58 mulheres em período anterior à menopausa.
Destas, 19 tinham filhos saudáveis, e o restante tinha filhos
com doenças crônicas. Elas completaram questionários
falando sobre os níveis de estresse que sentiam no mês
anterior. Amostras de sangue também foram coletadas, para que
os cientistas pudessem analisar o DNA e os telômeros de cada
uma delas. Os pesquisadores descobriram que aquelas que diziam enfrentar
níveis maiores de estresse psicológico - aquelas que
cuidavam de crianças doentes - tinham telômeros menores.
Em média, a diferença do tamanho dos telômeros
entre as mulheres que enfrentavam níveis altos e baixos de
estresse era o de aproximadamente uma década
de envelhecimento. O grupo com maiores índices de estresse
tinha também níveis menores de uma enzima chamada telomerase,
que ajuda na manutenção dos telômeros, em suas
células do sistema imune. Os cientistas, liderados por Elissa
Epel, disseram que isso significa que as células imunes poderiam
funcionar menos e morrer mais cedo.
Fonte: bbc
Última
atualização: 22/02/2006

Porque
os fumantes têm mais rugas?
Um
estudo divulgado numa publicação médica da Grã-Bretanha
revela porque os fumantes, em geral, parecem mais velhos do que as
pessoas que não fumam. Segundo os cientistas, a fumaça
do cigarro ativa os genes responsáveis pela criação
de uma enzima que faz a quebra das moléculas de colágeno
da pele.O colágeno é a principal proteína
estrutural das células da pele, que faz com que ela se mantenha
elástica. À medida que o colágeno se desfaz,
a pele vai ficando enrugada.
O professor Antony Young e
sua equipe do Guy's, Kings e St Thomas School of Medicine,
em Londres, mediram a concentração do gene MMP-1 que
processa o colágeno, na pele de 14 fumantes e 14 não-fumantes.Segundo
Young, "o cigarro exerce uma efeito tão perceptível
sobre a pele, que às vezes é possível determinar
se uma pessoa é fumante ou não só olhando para
o seu rosto.Os fumantes têm mais rugas e a
pele tende a ser mais pálida e cinzenta, se comparada com a
pele das pessoas que não fumam".Young também
destacou os efeitos nocivos da radiação
ultravioleta, que tem um efeito envelhecedor especialmentre
sobre a pele do rosto.
O estudo do professor Anthony
Young está na revista The Lancet.
Última
atualização: 22/02/2006

