Rugas Faciais

Exames Básicos no Envelhecimento

De maneira geral, qualquer indivíduo, de ambos os sexos, começa a envelhecer a partir dos 30 anos de idade. Mas isto não significa que nesta idade estamos velhos. Significa apenas que as nossas capacidades físicas e mentais começam a sofrer consequências de nossos hábitos alimentares, de nossas atividades diárias e de nossa carga hereditária. É a partir desta idade que começamos a sentir a necessidade de óculos e o nosso corpo já apresenta sinais do tempo, como pequenas rugas e um metabolismo um pouco diferente. Sentimos mais cansaço e precisamos de mais tempo para nos recuperarmos de esforços físicos, que na adolescência não nos incomodavam. Ao chegarmos aos quarenta anos e cinquenta anos, são necessários alguns cuidados básicos com a nossa saúde, e para preservá-la, precisamos buscar a prevenção. Alguns exames laboratoriais de rotina podem ser solicitados ao seu médico para que ele possa avaliar suas condições metabólicas, junto com um bom exame clínico geral (com eletrocardiograma e prova de esforço). Estes exames são o perfil para envelhecimento e devem ser somados a outros exames caso você tenha diabetes, hipertensão arterial e outras doenças.

  • Hemograma completo
  • Ferro sérico e Ferritina
  • Nível sérico de Vitamina B12 e Ácido Fólico
  • Nível sérico de Albumina
  • Colesterol LDL, HDL, VLDL e Triglicérides
  • Glicemia de jejum
  • Apolipoproteínas A1 e B
  • Lp (a)
  • Homocisteína
  • Fibrinogênio
  • Cálcio sérico
  • TSH ultra-sensível e T4 livre
  • PSA (nos homens)
  • Perfil hormonal nas mulheres: FSH, LH, Estriol, Estrona, Progesterona
  • Perfil hormonal nos homens: FSH, LH, Testosterona livre
Última atualização: 21/12/2005

Toxina Botulínica

As rugas dinâmicas, ou rugas de expressão são aquelas provocadas pela contração muscular da mímica facial, que leva, ao longo do tempo, à formação de vincos na pele. A toxina botulínica é uma proteína produzida pela bactéria Clostridium botulinum. Esta substância, inicialmente utilizada em Oftalmologia e Neurologia para correção de contrações musculares involuntárias, começou a ser utilizada na Dermatologia há alguns anos para a correção das rugas dinâmicas, com ótimos resultados. A toxina botulínica atua impedindo a contração dos músculos faciais que dão origem às rugas. Com a interrupção da contração, ocorre o relaxamento muscular e as rugas se atenuam.

A técnica é simples, rápida e aplicada no próprio consultório, mas deve ser realizada por um profissional médico capacitado. Por ser injetada com uma agulha muito fina, a maioria das pessoas relata que é perfeitamente suportável a sensação da picada. Pessoas mais sensíveis podem utilizar um creme anestésico, colocado 60 minutos antes do procedimento, para atenuar o incômodo. No Brasil existem três produtos: Botox®, Dysport® e Prosigne®, todos nomes comerciais da toxina botulínica. O custo por aplicação nunca é inferior a R$800,00, pois o produto deve ser corretamente diluído para ser eficaz por, pelo menos, por 6 meses.

Os principais locais da face onde pode ser utilizado são a região frontal (testa), a glabela (entre os supercílios) e região peri-orbitária ("pés de galinha"). A substância é injetada em pontos específicos dos músculos responsáveis pela mímica facial que estão causando as rugas. Os resultados aparecem em cerca de 48 horas e o procedimento deve ser repetido a cada seis meses para a sua manutenção. Este tempo pode variar de acordo com cada pessoa. O procedimento pode ser repetido diversas vezes e, com a continuidade do tratamento, a duração do efeito tende a aumentar.

Os efeitos colaterais são raros, mas pode ocorrer dor de cabeça leve e transitória logo após a aplicação e também a formação de pequena equimose ("mancha roxa") no local de uma ou outra picada da agulha. A ptose palpebral (abaixamento da pálpebra superior) pode ocorrer em 1% dos casos, sendo reversível em cerca de duas semanas. Para evitar riscos de ptose palpebral, quem se submete à técnica não deve se deitar ou manipular os locais da aplicação durante 4 horas após o procedimento.

Recomenda-se não utilizar em mulheres grávidas e aquelas que estão amamentando, ou em pessoas portadoras de doenças neuromusculares.

O FDA fez uma revisão das notificações de reações graves e não graves em 13,5 anos de uso da toxina botulínica em 1437 notificações. Houve 28 mortes, falta de efeito (63%), reação no local da injeção (19%) e ptose palpebral (11%).

Fonte: Botulinum toxin type A injections: Adverse events reported to the US Food and Drug Administration in therapeutic and cosmetic cases Journal of the American Academy of Dermatology Volume 53, Issue 3 , September 2005, Pages 407-415.

Última atualização: 14/10/2005


Implantes Faciais

Implante facial (ou preenchimento facial) é uma técnica cirúrgica que consiste em corrigir ou atenuar as imperfeições da pele, como rugas e cicatrizes, e preencher os lábios e as depressões da pele. Este efeito tem duração variável que depende do local da aplicação, das características pessoais do paciente, e das propriedades das substâncias utilizadas. Os métodos mais utilizados envolvem a aplicação de substâncias injetáveis reabsorvíveis (naturais) e não-reabsorvíveis (sintéticas). Os implantes mais utilizados atualmente são feitos de substâncias reabsorvíveis, porque causam menos problemas alérgicos e são naturalmente absorvidos pelo organismo. Os implantes absorvíveis são o ácido hialurônico, o ácido poliláctico e o colágeno de origem animal. Os implantes não absorvíveis são o polimetilmetacrilato, a poliacrilamida e o silicone.

Ácido Hialurônico: é uma substância presente em nosso organismo responsável pelo volume da pele, pela forma dos olhos e pela lubrificação das articulações. Quando injetada na pele têm pouco ou quase nenhum efeito colateral, não provocando reações alérgicas. As reações que ocorrem no local da aplicação variam desde um pequeno rubor e discreto inchaço, a uma discreta sensação de coceira ou dor, que desaparecem em 24-48 horas. Os produtos mais utilizados são aqueles com o ácido hialurônico polimerizado. O efeito dura entre seis meses a um ano. Os produtos encontrados no Brasil são compostos de ácido hialurônico estabilizado, obtido por fermentação bacteriana (Restylane®, Restylane Fine Lines®, Perlane®), compostos por gel viscoelástico de hylan B de crista de galo (Hylaform®, Hylaform Fine Line®, Hylaform Plus®) e compostos de ácido hialurônico reticulado (Juvéderm® 18, Juvéderm® 24, Juvéderm® 30, Perfectha®)

Ácido Poliláctico: esse ácido é encontrado naturalmente no organismo humano. Ao longo dos 30 anos de existência não se observou qualquer reação alérgica ou rejeição a essa substância. Esse produto faz parte de uma geração de preenchimentos que promovem aumento da espessura da pele, corrigindo aquelas rugas indesejáveis à custa de estimulação da própria pele. Seu tempo médio de duração é de um ano e meio, podendo chegar a três anos. O produto encontrado no Brasil é composto de hidrogel de ácido poliláctico (Sculptra®).

Colágeno de origem animal: o colágeno é uma proteína fibrosa encontrada nos mamíferos, representando 25% do teor de proteínas do nosso corpo. Dentre os diferentes tipos de colágeno, o tipo I é o mais abundante, correspondendo a 80% do colágeno do nosso organismo. Como é um produto de origem animal, antes de aplicar, o médico deve investigar no paciente os antecedentes alérgicos ou reações anafiláticas a preparados com colágeno ou com carne bovina. Depois o médico deve fazer um teste dermatológico prévio no paciente, para prevenir uma possível reação alérgica que ocorre em 3% dos casos. Os produtos encontrados no Brasil são compostos de colágeno bovino altamente purificado (Zyderm® I, Zyderm® II, Zyplast®). Devido a incidência de doenças causadas por príons, e em especial a “doença da vaca louca” (BSE), estes e outros produtos que utilizam colágeno bovino caíram em desuso.

Polimetilmetacrilato (PMMA): é um produto sintético composto de micro esferas com 20-80 micra de diâmetro, inertes e biocompatíveis. Quando injetadas na pele elas estimulam a formação de colágeno e de novos vasos (reação de corpo estranho). Reações adversas podem surgir como vermelhidão e inchaço, e formação de nódulos. Têm durabilidade de 12 meses. Os produtos encontrados no Brasil são compostos de PMMA com gel de carboxigliconato hidroláctico de magnésio não absorvível (Metacrill®), e de PMMA com colágeno bovino (Artecoll®).

Poliacrilamida: é um material sintético cuja ação na pele é causar uma reação inflamatória local, tipo reação de corpo estranho, e estimular a formação de colágeno e elastina pela própria pele. Foi desenvolvido para apresentar resultados em médio prazo. Sua duração é até dois anos. Os produtos encontrados no Brasil são compostos de poliacrilamida com ligações cruzadas (Aquamid®, OutLine®), de poliacrilamida com água apirogênica (Hidrogel®) e de gel de poliacrilamida com microesferas porosas de poliidroxivinil (Evolution®).

Silicone: é um dos polímeros mais utilizado na medicina, tanto na dermatologia como na cirurgia plástica. Para implantes na pele utiliza-se o silicone líquido injetável (SLI) de grau médico. A maioria das reações adversas relatadas é causada por materiais adulterados e de procedência duvidosa. O silicone aplicado com a técnica correta (micro-gotas), nas áreas corretamente indicadas e por profissionais habilidosos resulta em bons resultados estéticos, sem complicações para os pacientes. Não há associação entre o aparecimento de doenças auto-imunes com o uso do silicone. No Brasil o uso do silicone líquido injetável (SLI) está proibido por lei, exceto em reconhecidas e específicas indicações terapêuticas.

Última atualização: 14/10/2005

Como tratar as cicatrizes

Não existe cirurgia sem cicatriz. Isso parece bastante óbvio, mas algumas pessoas se surpreendem. Quando a cicatrização ocorre dentro do esperado, em 1 mês ainda se nota uma linha avermelhada que vai ficando cada vez mais da cor-da-pele. É muito importante que o paciente evite o sol por 90 dias para que a cicatriz não escureça.

Acontece que algumas pessoas, por fatores genéticos, apresentam uma cicatrização ruim. Esta pode ser classificada em quelóides (cicatrizes altas e duras, que ultrapassam os limites do corte cirúrgico, como um tumor) e cicatrizes hipertróficas (cicatrizes altas e duras, dentro do limite do corte cirúrgico). Um mesmo paciente pode ter cicatriz hipertrófica numa região e não ter em outra. Por isso, por mais que o médico tenha conversado com o paciente, pode acontecer de a cicatrização não ser tão boa. Dentro dessa classificação ainda podemos colocar as fibroses, que são aderências subcutâneas que “repuxam” a pele para baixo e deixam uma sensação de endurecimento no local.

Existem algumas maneiras de se tratar cicatrizes anormais: radioterapia ou beta-terapia, que deixa o local muitas vezes escurecido porque, na verdade, provoca uma pequena queimadura; a infiltração com corticóides, que podem causar atrofias e vermelhidão pelo aumento dos vasos sangüíneos; fazer uma compressão, logo após a cirurgia, com placas ou géis de silicone (previne mais do que trata); a infiltração local com 5-fluoruracila (5-FU) diminui a quantidade de fibroblastos (células que fazem a cicatrização) anormais sem prejudicar os normais; o laser coagula os vasos sangüíneos em excesso no local da cicatriz, diminuindo a vermelhidão; criocirurgia, com nitrogênio líquido, que congela a cicatriz pelo frio, até abaixá-la; e a cirurgia, que consiste em refazer a cicatriz. É importante que o paciente não espere muito para tratar a cicatriz. Quanto mais tarde, mais difícil o tratamento. Os quelóides, dependendo do tratamento, podem voltar.

Última atualização: 27/10/2005


Algumas notas sobre programas "Anti-Envelhecimento"

Robert N. Butler, M.D.

Alguns indivíduos e organizações gostariam de nos fazer acreditar que o envelhecimento não é inevitável e que a "imortalidade está dentro de nosso alcance". Estes mesmos indivíduos acreditam que existem biomarcadores bem validados de envelhecimento que podem ser usados para desenvolver programas individualizados de "antienvelhecimento". Essa abordagem é cara e inclui intervenções precariamente validadas tais como melhorar o status de antioxidantes e reposição de hormônio de crescimento (GH), testosterona, deidroepiandrosterona (DHEA) e melatonina.

Embora os níveis de hormônio de crescimento declinem com a idade, não foi comprovado que tentar manter os níveis que existem em pessoas jovens seja benéfico. É concebível que mudanças hormonais relacionadas com a idade possam servir como marcadores úteis do envelhecimento fisiológico. Entretanto, isso não foi demonstrado experimentalmente tanto em humanos como em animais. Embora ensaios com reposição do hormônio tenham alcançado alguns resultados positivos (ao menos em curto prazo), é claro que efeitos colaterais negativos também podem ocorrer na forma de aumentar o risco de câncer, doença cardiovascular e mudanças comportamentais.

Ainda pode ser que se demonstre que níveis baixos do hormônio de crescimento sejam um indicador de saúde. Achados de pesquisa indicam que camundongos que produzem hormônio de crescimento em excesso vivem somente um tempo curto, sugerindo que a deficiência do GH em si não causa aceleração do envelhecimento, mas que o oposto possa ser verdadeiro.

Tem sido demonstrado que a terapia de reposição de estrogênio em mulheres tem benefícios definidos, especialmente em prevenir fraturas pela osteoporose, embora alguns estudos recentes sugiram que o estrogênio não deveria ser usado em mulheres que sabidamente têm doença cardíaca. Porém a relação risco/benefício para a reposição de testosterona e tratamento de GH não foi estabelecida em pessoas mais velhas, e ensaios com DHEA fracassaram em mostrar benefícios clínicos significativos no envelhecimento normal.

Ensaios clínicos para investigar os riscos e benefícios dessas e de outras intervenções potenciais ou ainda estão em andamento, ou ainda não proporcionaram respostas definitivas. Desse modo deve se ter cuidado até que ensaios clínicos adequados tenham sido finalizados e analisados.

É importante estudar substâncias que possam ter efeitos favoráveis sobre a promoção da saúde (como a possibilidade de que algum hormônio anabólico possa proteger, mesmo que apenas por um curto prazo, contra as fragilidades da velhice). Entretanto, não é apropriado comercializar tais substâncias com alegações infundadas. Além disso, não há nenhuma supervisão do FDA para assegurar se os produtos hormonais comercializados como "suplementos alimentares" são seguros ou eficazes ou mesmo se contêm os ingredientes listados em seus rótulos.

O conceito de "medicina antienvelhecimento" contrasta com a moderna gerontologia que distingue entre envelhecer como um fenômeno natural e doenças, e o papel do envelhecimento per si como um risco para doenças. Medicina antienvelhecimento não é reconhecida como uma especialidade pelo mainstream da medicina ou seguros-saúde. Seus praticantes deveriam ser distinguidos dos clínicos do mainstream os quais são preocupados com a promoção da saúde e prevenção de doenças. Avanços de estilos de vida mais favoráveis com atenção a dieta, exercícios, interrupção do tabaco e identificação precoce de fatores de risco, medidas do status funcional e marcadores de doenças é um objetivo desejável e passível de ser alcançado. Por exemplo, é importante diminuir níveis de colesterol através de exercícios ou do uso de agentes farmacológicos como estatinas, e detectar hipertensão e diabetes precocemente de modo a efetuar controle apropriado e prevenir as conseqüências freqüentemente fatais de ambas. Porém médicos que alegam te a capacidade de medir "bio-marcadores de envelhecimento" e afetá-los de maneira favorável não estão fundamentados cientificamente.

Dr. Butler é um proeminente gerontologista que fundou e dirige o International Longevity Center USA, um centro de pesquisa aplicada, cuja missão é ajudar indivíduos e sociedades a se voltarem para longevidade e envelhecimento da população de modo positivo e produtivo. Seu artigo, Biomarkers of Aging: From Primitive Organisms to Man, destaca a necessidade de mais pesquisas sobre os mecanismos e marcadores do envelhecimento.

Última atualização: 06/12/2005


Obesidade e cigarro aceleram o envelhecimento celular

Uma pesquisa divulgada em 16/06/2005 aponta para um novo mal decorrente da obesidade e cigarro: o envelhecimento precoce das estruturas de DNA. O estudo foi feito com base na medida dos telômeros, pedaços do DNA sem qualquer função aparente e que diminuem progressivamente com a divisão celular, até se extinguirem. Ainda não se sabe com exatidão que efeitos o fim dos telômeros pode acarretar ao organismo, mas ele está associado à morte celular.

O pesquisador responsável pelo estudo utilizou como parâmetro o DNA de glóbulos brancos sangüíneos, e a partir dele mediu o quanto os telômeros diminuem em cada divisão celular e o tamanho estimado dessas estruturas em determinadas idades. Na seqüência do estudo, foram medidos os telômeros de 1.122 mulheres, entre 18 e 75 anos. Posteriormente, eles foram comparados caso a caso.

As mulheres obesas, em comparação com mulheres magras da mesma idade, apresentaram telômeros muito menores, cerca de 9 anos, numa proporção de tempo. Já as fumantes, ou ex-fumantes, em comparação com não-fumantes, apresentaram um DNA quatro anos e meio mais velhos. Na comparação de mulheres obesas e fumantes com as demais, o envelhecimento chegou a 10 anos.

Os pesquisadores ressaltam que os resultados não são um indício de que obesos e/ou fumantes vivam necessariamente menos que os demais por esse motivo; mas os efeitos dos telômeros sobre o corpo são importantes e têm sido exaustivamente estudados pelos pesquisadores.

Última atualização: 08/01/2006


Tratamento moderno para as rugas faciais

Existem duas maneiras de se tratar as rugas faciais: a mais simples e imediata é o tratamento apenas externo, agindo diretamente sobre as rugas, utilizando-se técnicas como lifting facial, peeling químico, preenchimentos cutâneos e substâncias que paralizam a musculatura que forma as rugas. Este tratamento tem efeito imediato porém não duradouro, pois geralmente 'estica' a pele envelhecida. A segunda maneira de tratar as rugas é o tratamento externo e interno simultaneamente, isto é, faz-se um tratamento externo com aporte de substâncias nutritivas e rejuvenescedoras da pele concomitante a uma suplementação sistêmica de nutrientes específicos para a pele. É um tratamento de resultados surpreendentes e de efeito prolongado, pois age no organismo como um todo. Esta abordagem completa da pele é defendida por dermatologistas como Dr Nicolas Perricone e Dr Howard Murad, e o cirurgião plástico Dr Gregory Bays Brown. Um resumo destas técnicas em breve será apresentado e discutido.


Última atualização: 06/12/2005


Comprovada ação antioxidante de frutas vermelhas

Pesquisa demonstra como substância natural previne câncer e envelhecimento celular precoce

Um estudo da Universidade de Brasília (UnB) traz boas notícias sobre o ácido elágico. Essa substância é a responsável pela coloração vermelha de frutas como amora, cereja e morango - que ajuda a atrair insetos para a polinização - e também pela proteção contra pragas. Suspeitava-se que o composto era capaz de prevenir o envelhecimento precoce de células e também a formação de tumores. A pesquisa não só comprovou a atividade antioxidante dessa substância como mostrou pela primeira vez o mecanismo de ação do ácido elágico na célula animal.

O teste, realizado pela nutricionista Janini Ginani, durante seu mestrado pelo Departamento de Nutrição da UnB, aplicou a substância purificada em células de fígado de rato. Após induzir nessas células a formação de radicais livres - moléculas tóxicas instáveis que necessitam reagir com outras moléculas para se estabilizarem -, foi aplicado ácido elágico para investigar seu efeito sobre essas moléculas.

O teste permitiu identificar a atuação do ácido sobre o radical produzido. "A substância reagiu diretamente com o radical e formou um outro menos reativo e, portanto, menos tóxico. Isso impediu que outras moléculas reagissem com essas moléculas tóxicas, o que evitou danos às células", afirma Ginani. "A presença do ácido elágico protege as células como um escudo."

Alguns estudos já haviam sugerido a atividade antioxidante dessa molécula. "Nossa pesquisa confirmou tal atividade e ainda demonstrou como ela se dá, ou seja, como é o mecanismo de ação do ácido elágico", explica a nutricionista. "Além disso, descobrimos também a ação antioxidante desse ácido antes mesmo da formação dos radicais livres, quando ele se liga ao ferro e ao cobre livres no organismo e impede sua síntese", diz Ginani. "Esses elementos químicos podem estar envolvidos na formação dos radicais, assim como alguns processos bioquímicos e enzimas."

Já existem no mercado cápsulas com ácido elágico vendidas para combater o envelhecimento. Entretanto, a pesquisadora alerta para a forma como essas cápsulas são consumidas - como complemento alimentar. "Se houver um excesso no consumo dessa substância, o efeito pode ser oposto e provocar o aumento da formação de radicais livres", ressalta Ginani. "O ideal é manter uma alimentação rica em frutas vermelhas, que contêm a substância em quantidades equilibradas."

Comentário: O Dr Howard Murad, conhecido dermatologista norte-americano, cujos livros A Solução para a Celulite e Livre de Rugas para Sempre, que serão lançados este semestre no Brasil, faz uso em suas formulações dermatológicas do extrato de romã (pomegranade), rico em ácido elágico. Ele utiliza há muitos anos o extrato de romã em filtros solares, o qual potencializa o efeito fotoprotetor e combate o envelhecimento precoce. Outra fruta muito utilizada por ele é a Goji Berries (Lycium sp), fruta originária do Extremo Oriente, rica também em aminoácidos essenciais (foto). Esta pequena fruta é vendida seca e pode ser consumida como suplemento nutricional.

Última atualização: 17/01/2006


Tratamento para rugas pode combater câncer

Um tratamento para eliminar as rugas poderia ser importante no tratamento contra o câncer, incluindo nos processos de quimioterapia e radiação, sugeriu um estudo publicado nesta terça-feira na revista Clinical Cancer Research. Trata-se de um tratamento à base de Botox® injetável que pode reduzir transitoriamente as linhas que aparecem nas imediações da zona ocular de pessoas de 18 a 65 anos. Consiste na aplicação de uma proteína purificada produzida pela bactéria Clostridium botulinum, que reduz a atividade dos músculos que produzem tais linhas. Também pode ser utilizada em tratamentos contra espasmos faciais, o estrabismo e qualquer tipo de hiperatividade muscular.

Uma pesquisa com ratos conduzida por Bernard Gallez, professor de farmácia da Universidade de Louvain, na Bélgica, determinou que a proteína produz uma dilatação vascular que permite uma destruição efetiva das células cancerígenas mais resistentes. Até agora grande parte da pesquisa sobre os tratamentos contra o câncer tinha se baseado em uma tática totalmente oposta: reduzir o crescimento vascular para impedir que os nutrientes chegassem às células tumorais. Segundo declarou o relatório sobre a investigação, embora a radiação e a quimioterapia sejam métodos tradicionais, a maioria dos tipos de câncer desenvolveu uma crescente resistência a elas. O fenômeno teve como resultado a aplicação de quimioterapias e radiações cada vez mais tóxicas, e a busca por remédios que possam vencer a resistência dos tumores aumentou ainda mais.

Segundo manifestou Gallez, a toxina poderia inibir a contração dos vasos tumorais e melhorar sua capacidade para responder à radiação e à quimioterapia. No experimento, os cientistas utilizaram dois modelos de tumor. A proteína foi injetada nos tumores quando estes tinham registrado um crescimento de cerca de nove milímetros, e os testes realizados três dias depois revelaram a esperada dilatação vascular. "Este é o primeiro modelo experimental que demonstra como o Botox® pode influenciar na reação dos vasos capilares que alimentam os tumores", afirmou Gallez, que ressaltou, no entanto, que é necessário realizar mais estudos para determinar se este novo método pode ser útil no tratamento do câncer entre seres humanos.

Última atualização: 22/02/2006


Cientistas dizem ter descoberto causa do envelhecimento da pele

Os cientistas da Universidade Clarkson, de Nova York, descobriram que as células da pele endurecem com o tempo, contrariando a crença anterior de que o enrijecimento se dava no espaço entre as células, afetando as proteínas que ficam fora delas. De acordo com os cientistas da universidade americana, depois de vários anos de divisão celular, as células epiteliais se tornam entre duas e dez vezes mais duras do que células semelhantes em pessoas mais jovens. O enrijecimento se daria por causa do adensamento da camada de fibras responsável pela forma da própria célula, o chamado citoesqueleto.

Muitos tratamentos cosméticos hoje adotados para combater rugas partem da suposição de que o endurecimento não afeta as células em si. Os estudiosos da Universidade Clarkson, cujo estudo foi publicado na revista Physics and Medicine in Biology, dizem que já existem drogas que poderiam ser usadas para inibir o endurecimento do citoesqueleto e, assim, frear o processo de envelhecimento. No momento, eles estão testando a eficácia de alguns cremes em cobaias.

O professor Stuart Parker, do Instituto de Estudos sobre o Envelhecimento da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, disse que as descobertas no momento são apenas puramente técnicas e se referem a células cultivadas em laboratório. Parker, porém, reconheceu que os novos dados "são mais uma peça no quebra-cabeças do nosso entendimento dos processos celulares e moleculares associados ao envelhecimento".
http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia

Última atualização: 22/02/2005


Má alimentação na infância acelera envelhecimento

Uma pesquisa sobre a alimentação de pássaros, por cientistas da Universidade de Glasgow, sugere que uma dieta inadequada na infância pode tornar mais difícil o combate aos efeitos do envelhecimento. De acordo com especialistas, os resultados do estudo podem servir como base de avaliação para as conseqüências da má alimentação também de seres humanos.

Durante a pesquisa, os passarinhos que receberam uma dieta ruim, em suas duas primeiras semanas de vida, desenvolveram menos antioxidantes - que combatem os efeitos da idade - e morreram antes. Os antioxidantes reduzem o mal causado pelos radicais livres.

Os animais não conseguem fabricar seus próprios antioxidantes, que incluem as vitaminas A e E, e têm que consegui-los através da comida. Todos os pássaros foram alimentados com quantidades ilimitadas de sementes. Entretanto, a qualidade do alimento dado para alguns pássaros foi inferior, com falta de proteínas e vitaminas.

Os professores Pat Monaghan e Neil Metcalfe, autores do estudo, disseram que à primeira vista, os pássaros cresceram uns iguais aos outros. Mas logo em seguida, foi descoberto que pássaros com pior dieta na infância não conseguiam fazer uso dos antioxidantes que haviam comido, e tiveram vida mais curta. "Eu acho que ainda não está claro se o mesmo se aplica aos humanos, mas é possível", diz Metcalfe. "Mas este mecanismo é muito comum entre espécies, então é possível."

Ele também afirma que é certo que as condições de vida na infância se refletem na vida adulta. No caso dos pássaros da raça zebra finch, que foram pesquisados, o período de duas semanas coberto pela pesquisa equivale aos primeiros dez anos da vida humana. Mas o professor Metcalfe adicionou que a comparação com fast food não é adequada. "No caso da comida de pássaro, a dieta de baixa qualidade foi pobre em vitaminas e proteínas - mas a comida humana tipo fast food pode ser rica em gordura e rica em proteína", disse ele.
O estudo foi financiado pelo Natural Environment Research Council, da Escócia.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia

Última atualização: 22/02/2005


Estresse envelhece dez anos

O estresse, como a preocupação de uma mãe com um filho doente, por exemplo, pode adicionar dez anos à idade biológica das células de uma mulher, mostrou uma pesquisa da Universidade da Califórnia. Isso porque ele é capaz de prejudicar partes do DNA conhecidas como telômeros, que participam no controle da divisão celular.

Segundo os cientistas, que realizaram o estudo a pedido da Proceedings of the National Academy of Science, o estresse pode estar relacionado ao início prematuro de doenças ligadas à idade. Os telômeros são tiras de DNA na ponta final dos cromossomos, que parecem proteger e estabilizá-los. Porém, eles diminuem a cada vez que uma célula se divide, até que não sobre mais nada, fazendo as divisões celulares menos confiáveis e aumentando as probabilidades de doenças comuns em idades avançadas.

Pesquisas anteriores sugeriam que o envelhecimento precoce era em parte causado por estresse, mas não estava confirmado como se dava esse mecanismo dentro do corpo. Neste estudo, os pesquisadores examinaram 58 mulheres em período anterior à menopausa. Destas, 19 tinham filhos saudáveis, e o restante tinha filhos com doenças crônicas. Elas completaram questionários falando sobre os níveis de estresse que sentiam no mês anterior. Amostras de sangue também foram coletadas, para que os cientistas pudessem analisar o DNA e os telômeros de cada uma delas. Os pesquisadores descobriram que aquelas que diziam enfrentar níveis maiores de estresse psicológico - aquelas que cuidavam de crianças doentes - tinham telômeros menores. Em média, a diferença do tamanho dos telômeros entre as mulheres que enfrentavam níveis altos e baixos de estresse era o de aproximadamente uma década de envelhecimento. O grupo com maiores índices de estresse tinha também níveis menores de uma enzima chamada telomerase, que ajuda na manutenção dos telômeros, em suas células do sistema imune. Os cientistas, liderados por Elissa Epel, disseram que isso significa que as células imunes poderiam funcionar menos e morrer mais cedo.

Fonte:
bbc

Última atualização: 22/02/2006


Porque os fumantes têm mais rugas?

Um estudo divulgado numa publicação médica da Grã-Bretanha revela porque os fumantes, em geral, parecem mais velhos do que as pessoas que não fumam. Segundo os cientistas, a fumaça do cigarro ativa os genes responsáveis pela criação de uma enzima que faz a quebra das moléculas de colágeno da pele.O colágeno é a principal proteína estrutural das células da pele, que faz com que ela se mantenha elástica. À medida que o colágeno se desfaz, a pele vai ficando enrugada.

O professor Antony Young e sua equipe do Guy's, Kings e St Thomas School of Medicine, em Londres, mediram a concentração do gene MMP-1 que processa o colágeno, na pele de 14 fumantes e 14 não-fumantes.Segundo Young, "o cigarro exerce uma efeito tão perceptível sobre a pele, que às vezes é possível determinar se uma pessoa é fumante ou não só olhando para o seu rosto.Os fumantes têm mais rugas e a pele tende a ser mais pálida e cinzenta, se comparada com a pele das pessoas que não fumam".Young também destacou os efeitos nocivos da radiação ultravioleta, que tem um efeito envelhecedor especialmentre sobre a pele do rosto.

O estudo do professor Anthony Young está na revista The Lancet.

Última atualização: 22/02/2006