Calvície
(ou alopecia) é a perda de pêlos ou cabelos, em qualquer
região pilosa no nosso corpo. Esta perda pode variar entre
parcial ou total, e ser temporária ou permanente. Podemos ter
freqüentemente perdas transitórias dos cabelos (ou fios
da barba, cílios e sobrancelhas), que tendem a regredir com
adequado tratamento. As causas transitórias mais comuns são:
-
Eflúvio
Telógeno, nome complicado, mas que significa a
perda dos cabelos devido a uma alteração do ciclo
de vida do cabelo. É freqüente no pós-parto,
em doenças febris, no uso de medicamentos, anemias, alimentação
inadequada, etc...
-
Tricotilomania,
quando o paciente com distúrbios psicológicos arranca
e come os fios de cabelo;
-
Alopecia Areata,
onde a queda de fios (cabelos, barba, cílios) ocorre rápida
e espontaneamente, freqüentemente desencadeada por distúrbio
fisiológico ou emocional. Pode, em alguns casos, se tornar
definitiva;
-
Calvície
hormonal, causada alteração hormonal, mas
sem caráter genético, geralmente relacionada aos
hormônios sexuais, alterados por um período ou por
alguma patologia endócrina, como doença de tireóide
em mulheres.
As perdas transitórias,
como o próprio nome diz, podem regredir espontaneamente ou exigir
tratamento médico para acelerar a recuperação dos
cabelos.
Já
as perdas permanentes não têm cura. O
tratamento visa retardar a perda ou minimizar seus efeitos. A perda
de cabelos permanente mais freqüente é a alopecia androgenética
(AA). É causada pela predisposição genética
(herdados tanto do lado materno como do lado paterno da família)
e pelos hormônios masculinos (andrógenos). Na mulher, recebe
diversas denominações como calvície comum, alopecia
padrão masculino, alopecia androgenética padrão
feminino, etc... Nos homens é conhecida como calvície
masculina.
A
calvície atinge os dois sexos, em diferentes fases da vida.
É uma doença progressiva que se não tratada,
tende a piorar com o passar do tempo. Nos homens, os primeiros
sinais aparecem a partir dos 20 anos. Aos trinta anos, 30% dos
homens ficarão calvos e aos 50 anos, atinge 50% dos homens,
em maior ou menor intensidade. Nas mulheres, a queda de cabelos
é observada inicialmente a partir dos 30 anos de vida até
o início dos 40 anos, um pouco mais tarde comparando-se
com a evolução nos homens, porém sem aumento
nas mulheres após os 50 anos. A
velocidade da perda dos cabelos varia entre os indivíduos,
ocorrendo com freqüência em fases, num padrão
descontínuo. Em alguns pacientes, a rarefação
dos cabelos ocorre gradualmente ao longo de 20 ou 30 anos, enquanto
em outros a velocidade de progressão pode ser muito rápida
(nos pacientes com herança familiar da doença ou
em mulheres com distúrbios endócrinos). |
Os objetivos do tratamento da
alopecia androgenética são retardar a rarefação
(o afinamento) dos cabelos e aumentar o volume de cabelos no couro cabeludo.
Como a alopecia androgenética é uma condição
crônica, ela requer um compromisso por toda a vida com o tratamento
farmacológico. Os primeiros resultados do tratamento surgem após
três meses. A melhora não é necessariamente definitiva:
se o tratamento for interrompido, é provável que o paciente
perca tudo o que conseguiu em termos de crescimento de cabelos ao longo
do tratamento. Mais de 80% de todas as alopecias constituem formas androgenéticas
dessa condição.
Algumas pessoas nascem, por predisposição genética,
com maiores possibilidades de desenvolver a calvície de padrão
masculino. Estas pessoas apresentam um grande número de receptores
hormonais nas células dos folículos capilares, situadas
no vértice (região superior do couro cabeludo) e região
frontal da cabeça (entradas). Sobre esses receptores age a enzima
5-alfa-redutase, que transforma a testosterona em diidrotestosterona
(DHT). É o DHT que torna os cabelos cada vez mais finos, dando
origem a alopécia androgenética. Geralmente os cabelos
da nuca não respondem à ação do DHT.
Se
os seus pais e avós são calvos, você tem a
predisposição genética. Se os seus cabelos
começarem a afinar no topo da cabeça e as entradas
laterais se acentuarem, isto significa que você está
desenvolvendo a calvície, que pode evoluir de diversas
maneiras e atingir vários graus de calvície. É
bom lembrar que o fio do cabelo não é permanente,
a queda dos cabelos é considerada normal quando você
perde, em média, 100 fios por dia. A perda diária
é totalmente variável entre os indivíduos.
O diagnóstico é feito basicalmente pela história
clínica. Também são usados o Tricograma,
"pull-test" (que não é patognomônico),
análise do cabelo, biópsia do couro cabeludo, e
exames laboratoriais que podem ser necessários como perfil
hormonal, dosagem de ferro, entre outros. |
O principal objetivo da terapêutica
é o de reverter ou estabilizar o processo de rarefação
dos cabelos (miniaturização dos pelos), que é possível
graças aos modificadores hormonais e biológicos. Existem
medicamentos podem ser os inibidores de síntese hormonal, vasodilatadores,
repositores de nutrientes, corticosteróides. O tratamento à
base de remédios deve ser dado de acordo com a gravidade e a
particularidade de cada caso. O dermatologista apresentará todas
as possibilidades terapêuticas, inclusive o transplante de fios
que é o tratamento mais eficaz.
O paciente deve entender que o tratamento da AA precisa ser feito o
mais precocemente possível, e que qualquer tratamento deverá
apenas estabilizar a progressão da doença, e não
a recuperação dos cabelos perdidos.
Última
atualização: 14/10/2005
Células-tronco
de folículos capilares adultos podem ser usadas para clonar novos
cabelos
Cientistas
usaram truques genéticos para marcar as células-tronco
salientes (saliência é a parte do folículo capilar
onde as células-tronco estão localizadas) fazendo-as produzir
uma proteína fluorescente (GFP) que as células ao redor
não têm. Os mecanismos de classificação da
célula padrão são então capazes de separar
as células incandescentes das outras. O trabalho mostrou que
estas células-tronco possuem muitas propriedades normalmente
exibidas por células de outros tecidos, como a medula óssea.
Além disso,
ao transplantarem algumas das células em ratos novos, elas produziram
cabelos e todas as suas estruturas associadas: folículos, epidermes
e glândulas sebáceas. Esse experimento soa muito excitante
já que abre a possibilidade de cabelos humanos serem clonados
da mesma forma.
Entretanto, é
importante mencionar que os cientistas têm que combinar suas células-tronco
com as células da pelo dos ratos recém-nascidos. Não
pode ser excluído que as células da pele desses ratos
facilitaram a clonagem capilar que as células da pele do rato
adulto não seriam capazes de produzir.
Depois de depurar
uma quantidade suficiente de células-tronco, os cientistas usaram
chips de genes para achar quais genes foram ligados nas células-tronco.
Grupos de genes mostravam serem especificamente manifestados somente
em célula-tronco capilares e pesquisadores podem usar esses genes
para identificar as mesmas células capilares em humanos.
Curiosamente,
o minoxidil um dos dois únicos tratamentos para queda de cabelo
aprovados pelo FDA, é suspeito por acelerar o crescimento de
cabelos afetando canais de potássio. Intrigados, os cientistas
descobriram que a expressão de genes codificando canais de potássio
e os genes relacionados foram regulados de forma ascendente em células-tronco
de folículos capilares. Isso quase sugere que o minoxidil estimula
o crescimento de cabelos agindo na célula-tronco capilar.
Última
atualização: 14/10/2005

Estima-se que
30 milhões de mulheres -- cerca de uma em cada cinco
-- sofram perda de cabelo. Mesmo assim, as mulheres ainda são
menos propensas do que os homens a terem problemas com a rarefação
do cabelo: um em cada dois homens perde o cabelo aos 50 anos.
Raramente
a queda de cabelos na mulher é tão evidente quanto à
dos homens, pois o cabelo da mulher sofre queda difusa, não localizada.
No entanto, o cabelo perdido na mulher de meia idade não se recupera.
Acredita-se que seja influenciado por níveis de hormônios
sexuais, que flutuam dramaticamente depois da menopausa, mas não
está claro exatamente quais hormônios são responsáveis
pelo processo. Às vezes essa rarefação pode ser
visível e gerar risco de queimadura pelo sol e até câncer
de pele no couro cabeludo. Esta perda dos cabelos é fonte de
grande ansiedade e reclamação entre as pacientes dos dermatologistas.
A queda de cabelos
na mulher jovem geralmente é temporária, e acontece depois
do parto, ou devido a uma disfunção da tiróide,
ou em resposta a um fator de estresse, como uma febre alta, dieta radical,
cirurgias, infecções, uso de medicamentos (antibióticos,
anticoncepcionais, hormônios, antiinflamatórios, analgésicos,
etc...) ou anestesia geral.
A queda do cabelo é tão natural quanto seu crescimento.
Perde-se de 50 a 100 fios de cabelo por dia, de acordo com a Academia
Americana de Dermatologia. Em geral, as pessoas têm entre 90.000
a 140.000 fios de cabelos, e com a idade, a rarefação
aumenta. Com 50 anos, você terá metade do número
de fios que tinha aos 15. O folículo começa a produzir
cabelo de menor qualidade - mais fino, mais esparso e mais branco.
Estima-se
um aumento de 50% a 60% no número de mulheres com queda de cabelo
devido aos penteados e escovas nos últimos 15 anos. Rabos-de-cavalo
apertados, tranças e extensões de cabelo podem causar
perda permanente por puxar continuamente as raízes, danificando
os folículos. As trancinhas apertadas ao couro cabeludo, os pentes
quentes e procedimentos de relaxamento do cabelo causaram uma "epidemia"
de perda de cabelo entre mulheres negras. Outra causa de dano ao folículo
é a tricotilomania, a compulsão de puxar ou arrancar os
cabelos. Entre seis a oito milhões sofrem dessa forma de perda
de cabelo, nove vezes mais mulheres do que homens. O estresse, a ansiedade
e a depressão parecem contribuir para o distúrbio.
Tratamentos
Os remédios tópicos,
transplantes e tratamentos a laser criados para os homens também
podem ajudar as mulheres. São eles:
-
Tratamento Farmacológico
-- os tratamentos farmacológicos contra a queda de cabelos
procuram fortalecer os folículos. Vitaminas, minerais, proteínas
são benéficas, mas não agem no mecanismo da
calvície. De alguma forma, isso é mais fácil
nos homens do que nas mulheres, porque nos homens o hormônio
que provoca a queda é conhecido (diidrotestosterona). Os
médicos podem combater seu efeito receitando a droga finasterida
apenas para os homens, que é um antiandrogênio com
ação nos receptores de hormônios masculinos
no folículo piloso.
-
O minoxidil
e o alfa-estradiol são os únicos
remédios tópicos conhecidos que diminuem a queda de
cabelo tanto em homens como em mulheres. Estudos recentes sugerem
que o minoxidil estimula o crescimento de cabelos agindo na célula-tronco
capilar. O minoxidil para as mulheres é menos potente do
que o dos homens - 2%, em vez de 5% - mas muitos dermatologistas
recomendam a solução de 5% também para as mulheres.
O produto deve ser colocado no couro cabeludo duas vezes por dia.
Como não foi estudado em mulheres grávidas, aconselha-se
que as pacientes conversem com seus médicos se estiverem
grávidas ou pensando em engravidar.
-
Outras drogas são
voltadas para causas específicas da perda de cabelo. Por
exemplo, mulheres com níveis anormalmente altos de hormônios
masculinos podem tomar a espirolactona (um diurético)
que age como antiandrógeno no mecanismo da alopecia androgenética
feminina. O acetato de ciproterona (um anticoncepcional)
é bastante eficaz no combate e controle da calvície
associadas com ovários policísticos. A flutamida
recentemente proibida devido ao seu uso inadequado e indiscriminado
também era uma droga eficaz, mas hepatotóxica.
-
Aquelas mulheres que têm
alopecia areata, resultante de um distúrbio auto-imune, podem
tomar injeções de cortisona na cabeça
ou passar um creme tópico com imiquimod, um imunomodulador.
-
Tratamento Cirúrgico:
as pacientes devem tentar os tratamentos farmacológicos
antes de recorrer à cirurgia de transplante.
Diferentemente dos antigos implantes, as novas cirurgias fazem enxertos
minúsculos, implantando folículos tirados de trás
da cabeça, um a um. Os resultados são visíveis
em quatro meses, e o crescimento total acontece em um ano. O inconveniente
são os custos.
-
Outros Tratamentos:
Alguns médicos recomendam às pacientes uma
série de tratamentos de laser de baixa intensidade.
Alguns estudos pequenos sugerem que o laser pode ajudar a estimular
o metabolismo celular e promover o crescimento do cabelo, apesar
de muitos médicos duvidarem.
-
Perucas e apliques
continuam vulneráveis ao vento ganharam em sofisticação.
Adesivos leves são usados e fios sintéticos ou naturais
são misturados ao cabelo existente. O resultado é
um cabelo mais cheio, que dura de quatro a seis semanas.
Tratamentos melhores
podem estar no horizonte, agora que os cientistas identificaram células-tronco
no folículo. Agora há esperança de que
um dia possamos coletar as células-tronco da própria cabeça
do adulto e colocá-las em áreas de perda de cabelo, e
assim gerar novas células de cabelo. Os cientistas ainda precisam
de maior compreensão dos processos moleculares que governam o
crescimento do cabelo, inclusive dos genes e hormônios envolvidos.
Dicas
-
Não tratar o cabelo
com agentes químicos pesados (tratamentos para clarear, tingir,
relaxar, alongar, alisar, enrolar ou encrespar os cabelos) e calor
(pentes quentes, ferros e secadores) que podem deixar o fio quebradiço.
Secar o cabelo com secador muito quente talvez seja a pior coisa
que a mulher pode fazer diariamente aos seus cabelos. A intensidade
e freqüência no uso desses produtos ou hábitos
determinam o dano. Nesse caso, havendo aumento da queda, a suspensão
temporária dos produtos é necessária.
-
Não fazer dietas
xiitas. Um importante fator para queda de cabelo entre mulheres
jovens são as repentinas flutuações de peso.
Perdas graduais de 0,5 kg a 1 kg podem evitar esse tipo de problema.
-
Não deixe faltar
proteínas e ferro na alimentação. O corpo precisa
dos dois para ter cabelos saudáveis. Coma alguma forma de
proteína no café da manhã, almoço e
jantar.
-
Não amarrar o cabelo
muito apertado. Com o tempo, tranças apertadas e rabos-de-cavalo
podem tracionar os fios e o folículo, levando ao dano temporário
ou até perda permanente.
-
Evitar lavar com xampus
que clareiam ou ressecam o cabelo. As fórmulas suaves ou
que dão volume e não tiram a umidade do cabelo são
as melhores para fios delicados e finos.
-
Deixar de usar o condicionador
na raiz do cabelo. Usar apenas nas pontas.
-
Não lidar com o
cabelo de forma agressiva, como secar com a toalha com força.
-
Não escovar freqüentemente.
Aquele velho conselho da vovó de escovar o cabelo 100 vezes
por dia para que seja saudável é de fato uma receita
para destruí-lo. Um pente de dentes largos é a melhor
opção.
Última
atualização: 14/10/2005

Fim
da calvície pode estar numa proteína
O
tratamento da calvície pode estar na manipulação
de uma simples proteína. Pesquisadores da Universidade de Stanford,
nos Estados Unidos, num estudo publicado na revista Nature,
anunciaram que a Tert, proteína que é
um dos elementos presentes na telomerase (uma enzima que ajuda as células
a se reproduzir), consegue, em contato com a pele, ativar células-tronco
capilares dormentes.
A proteína, segundo os pesquisadores, também é
encontrada em 90% dos tipos de câncer e a compreensão de
sua atuação no organismo deverá ajudar a encontrar
formas de combater a doença. Testes realizados em ratos, que
receberam aplicações da proteína, mostraram um
rápido crescimento de pelos.
A partir dessa proteína, pode-se no futuro desenvolver novas
formas de tratamento da calvície e, possivelmente, de algumas
formas de câncer. No entanto, as descobertas ainda não
caracterizam uma cura para a queda de cabelos, apesar de ser um passo
importante neste caminho: o trabalho sem dúvida contribuirá
para futuras formas de tratamento do problema.
No Egito antigo, os homens untavam suas cabeças com gordura de
hipopótamo, numa tentativa desesperada de combater a calvície.
Será que a telomerase é a nova gordura de hipopótamo?
Ainda não podemos responder essa pergunta. Mas esta enzima já
é conhecida pelos cientistas por ser vital na sustentação
de tecidos. Portanto, devemos pesquisar para compreendermos todas as
suas potenciais funções.
Última
atualização: 14/10/2005

A
Enzima dos cabelos brancos
Está
um pouco mais claro como o corpo envelhece. Não é só
porque as células se tornam incapazes de se multiplicar, fazendo
os cabelos embranquecerem e a memória se esvanecer. O cientista
brasileiro Tomas Prolla, em artigo publicado pela revista Science,
descobriu que o acúmulo de lesões
do DNA faz as células acionarem o processo de apoptose ou morte
programada. Camundongos criados com uma versão defeituosa da
enzima polimerase gama, que repara as lesões no DNA das mitocôndrias,
as usinas de força das células. Surgiram sinais de envelhecimento
(queda de pêlos, curvamento da coluna e perda da audição)
por volta dos nove meses e aos 14 meses estes camundongos já
estavam mortos. Imaginava-se que estes danos fossem causados por radicais
livres, mas o cientista descobriu que quando lesadas, as mitocôndrias
liberam um sinal químico que indica que é hora de morrer.
Última
atualização: 14/10/2005

Alopecia
Areata: Novos tratamentos
A
Alopecia Areata se caracteriza por uma perda de cabelos localizada,
em forma de moedas, mas pode se estender com perda de grandes áreas
e até mesmo de toda a cabeça (Alopecia universalis). Na
maioria das vezes, quando tratada precocemente pode ser solucionada
com sucesso. Está ligada a fatores imunológicos na maioria
dos casos.
Atualmente duas novas medicações vem sendo usadas, além
das tradicionais. O Imiquimod, um imunomodulador tópico
e a Difenciprona (DPCP) que atua como sensibilizante
tópico. Estão indicados para os casos mais avançados
da alopecia areata e deve ser monitorada por um dermatologista. São
realizadas aplicações semanais no local. Pode ocorrer
irritação da pele, vermelhidão, coceira e presença
de gânglios. É uma opção quando os tratamentos
convencionais (corticóides tópicos, injetáveis
e orais, DNCB, Antralina, Minoxidil...) já foram utilizados sem
solução. O imiquimod, originalmente indicado para tratar
verrugas também vem sendo usado para tratar a Alopecia Areata
e também ceratoses actinicas e vitiligo. São novas opções
terapêuticas para tratar uma patologia que oferece normalmente
resistência aos tratamentos.
Última
atualização: 25/10/2005

Cientistas
restauram crescimento de pêlos em camundongos
Em células sem o gene
hairless, outro gene, chamado wise, faz com
que o ciclo do crescimento capilar saia da fase de repouso.
Estudo que acaba de ser divulgado nos Estados
Unidos mostrou que a expressão de um determinado gene em células
germinativas do folículo capilar restaurou o crescimento de pêlos
em camundongos "carecas". Segundo os pesquisadores, o gene,
conhecido como hairless, traz uma proteína essencial
para a regeneração dos folículos pilosos. Em humanos
e em camundongos com mutações no gene, o crescimento capilar
é inicialmente normal, mas, uma vez que o pêlo ou cabelo
cai, ele não cresce novamente, resultando em completa calvície.
Os mecanismos que resultam no controle da regeneração
dos folículos pelo gene hairless ainda são desconhecidos.
O estudo foi publicado nesta semana na edição on-line
e da Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas).
Catherine Thompson, da Faculdade de Medicina da Universidade Johns
Hopkins, e colegas verificaram que o gene hairless está
normalmente presente em células germinativas com papel fundamental
durante as fases de repouso e de novo crescimento dos folículos
capilares.
Nessas células, o hairless suprime a produção de
outro gene, chamado wise, importante no processo do crescimento de novos
fios. Em células sem o primeiro gene, o contínuo acúmulo
do outro aparentemente faz com que o ciclo do crescimento capilar passe
da fase de repouso para o de novo crescimento. Os pesquisadores acreditavam
que a expressão do gene hairless nas células germinativas
apropriadas poderia restabelecer o ciclo do crescimento capilar. Nos
testes feitos com camundongos, foi o que ocorreu.
Agência Fapesp
Última
atualização: 19/03/2006

Como
cuidar dos seus cabelos
Cabelos
são compostos por células que se mantêm unidas por
pequenas ligações de queratina. A queratina tem maleabilidade
e flexibilidade própria, que confere brilho, movimento e maciez
ao toque. Em compensação, é a estrutura que se
danifica facilmente se não seguirmos os princípios básicos
necessários à sua conservação. Exemplos:
1. Água
muito quente para lavar os cabelos tira o brilho e o balanço, deixando
os cabelos desbotados ou quebradiços.
2. O secador de cabelos: deve ser utilizado distante
o suficiente para não queimar os fios nem ressecá-los. Utilizar
ar morno para secá-los sem danificá-los.
3. Tratamentos químicos: evitar exageros, e lembrar
que as alergias causadas por tinturas de cabelo são muito frequentes,
mesmo para aquelas que são utilizadas por anos seguidos. A alergia
aparece com o contato continuado com qualquer substância química.
4. A tração ao pentear: utilizar escovas
com cerdas esparsas para evitar a fratura dos fios no momento do penteado.
Se os cabelos forem crepos, as escovas (ou pentes de madeira) devem ser
bem abertas, evitando arrancar os fios durante o uso. Escovação
muito frequente também danifica os fios, além de causar
efeito "frizz", ou seja, a eletrificação dos fios.
5. Os xampús: xampús devem ser neutros
(pH = 7) e utilizados sempre diluídos na água (1/2 a 1/2).
Nunca use sabões e sabonetes para lavar os cabelos, pois, além
de serem muito alcalinos (pH muito elevado), deixam muitos resíduos
nos cabelos e, na maioria das vezes, causam dermatite seborréica
no couro cabeludo. Leia a embalagem dos xampús, pois os melhores
tem pH neutro, não contêm sal de cozinha (Cloreto de Sódio)
e condicionadores inclusos (3 em 1, 2 em 1). Xampús são
para lavar os cabelos e nada mais.
4. Sol: também maltrata os cabelos, pois a radiação
UV causa danos naquelas ligações químicas, tornando-os
ásperos, quebradiços e difíceis de pentear. Por isso
deve-se usar bonés ou chapéus em ambientes expostos e usar
produtos que contenham protetores UV. Em forma de cremes pós-enxágüe
ou em forma de géis, esses produtos mantêm os cabelos protegidos.
Os géis fixadores de boa qualidade não danificam os cabelos.
5. Piscina: algumas piscinas ainda utilizam produtos
químicos (cloro, barrilha, sulfato de cobre, etc...) para o tratamento
da água. Os cabelos mais claros podem apresentar alterações
de tonalidades devidas aos produtos químicos que aderem à
queratina dos cabelos. Após banho de piscina, utilizar xampú
anti-resíduos ou específico para tratamento de cabelos de
frequentadores de piscinas.
Recomendações básicas:
1. Lavar os cabelos menos freqüentemente porque se está
com queda é um erro comum. A higiene nunca atrapalha.
Nunca deixe de lavá-los freqüentemente. Retire a oleosidade
em excesso na velocidade em que seu couro cabeludo a produz - a cada 48
horas, a cada 24 horas ou até a cada 12 horas se preciso - e investigue
melhor a causa da queda dos cabelos (má alimentação,
infecções, usos de medicamentos, distúrbios endócrinos,
regimes inadequados, dermatites de couro cabeludo, etc.). A queda de até
cem fios por dia pode ser considerada normal, pois os fios de
cabelos não são eternos e novos fios estão sempre
nascendo.
2. O xampu deverá acompanhar o tipo de couro cabeludo
que se tem: xampus para couro cabeludo oleoso, ou normal, ou seco. Use
produtos de boa qualidade. As boas marcas trazem em sua formulação
os melhores ingredientes da química moderna.
3. O condicionador restaura a vida das pontas. São
eles que restauram o brilho, melhoram o volume ou tiram o "frizz",
ou permitem melhor escovação. Normalmente é nesse
produto que está o filtro UV ou o silicone para diminuir ou aumentar
o volume. Há silicones excelentes. Escolha uma marca de qualidade.
4. O tingimento dos cabelos pode ser feito, com produtos
de qualidade comprovada. O fio branco tem um calibre menor que o fio natural
e a tinta restaura o calibre, deixando como resultado final um volume
semelhante ao seu volume de cabelos original. As tinturas modernas, de
boas marcas, são estudadas para não lesar de forma alguma
a saúde dos cabelos. Pelo contrário, dão mais brilho
e mais força para muitos deles. O cabelo branco se rompe com mais
facilidade e o espaçamento grande entre as aplicações
de tinta significa ficar com um pedículo branco (o fio que cresceu
após a última tintura) e um restante de fio tinto com possível
fratura na emenda entre eles. É sempre interessante dar um retoque
nestas falhas.
Última
atualização: 13/08/2006

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