Resumindo:
Novas tecnologias de DNA recombinante produzirão uma
nova era em produtos antienvelhecimento, que praticamente revolucionarão
a dermatologia e a cirurgia plástica num futuro muito próximo.
Muitas destas novas técnicas modernas para darem resultados,
necessitam de reeducação alimentar, atividade física
e suplementação de nutrientes essenciais para a pele.
Recomendo ler o livro
About
Face do cirurgião plástico
norte-americano Dr Gregory Bays Brown, já lançado
em português em 2005. Em 2006 serão lançados no
Brasil dois livros do dermatologista norte-americano Dr
Howard Murad sobre tratamento da Celulite
("A
Solução para a Celulite")
e das Rugas ("Livre de Rugas para Sempre").
Estes três livros enfatizam o tratamento da pele como parte de
um todo - o nosso corpo. Esta mesma linha de pensamento é seguida
pelo dermatologista norte-americano Dr Nicolas Perricone.
Ultima atualização:
17/03/2006

Cientistas
criam
célula-tronco embrionária usando célula de pele
Cientistas
norte-americanos conseguiram criar uma nova célula-tronco embrionária
humana a partir de uma célula de pele comum, o que poderia eliminar
a necessidade de clonar embriões humanos para obter esse tipo
de célula para futuros tratamentos. A técnica, que funde
uma célula-tronco embrionária com células adultas
de pele e de osso, também elimina a necessidade do uso de óvulos,
que são de difícil obtenção e hoje são
imprescindíveis no processo de clonagem. A equipe de cientistas,
no estudo publicado na revista Science, ressalta que o método
ainda não está pronto para ser utilizado em seres humanos.
As células-tronco são
as células-mestras do corpo que podem, em tese, ser usadas para
regenerar tecidos, órgãos e sangue. As células-tronco
retiradas de embriões de poucas células são consideradas
as mais versáteis, pois são capazes de produzir qualquer
tipo de tecido. Mas o uso de embriões humanos é polêmico,
e países como os Estados Unidos limitam em muito o estudo com
esse tipo de célula, principalmente durante o governo Bush.
A equipe conseguiu, depois de
fundir as células-tronco embrionárias às células
de pele adultas, reprogramar estas últimas para o estado embrionário.
As novas células agiram como células-tronco, formando
tumores chamados teratomas quando injetadas em ratos, um teste clássico
para detectar o verdadeiro status de célula-tronco embrionária.
Também continham genes exclusivos das células-tronco.
As células resultantes pareceram ser capazes de sobreviver indefinidamente
em laboratório, outro teste para identificar uma verdadeira célula-tronco
embrionária. Quando cultivadas, as células se diferenciaram
em três tipos básicos de célula. A equipe afirmou
que seu objetivo final é entender como reprogramar uma célula
humana comum. Assim, o uso de embriões humanos seria apenas um
passo transitório no aprendizado da produção desse
tipo de célula.
Hoje, as células-tronco
embrionárias ou são tiradas de embriões remanescentes
de tratamentos de reprodução assistida ou são criadas
pela clonagem. Ela é feita retirando-se o núcleo de um
óvulo humano e substituindo-o pelo núcleo de uma célula
adulta, ou somática, da pessoa que receberá o tratamento.
Se isso for feito corretamente, o óvulo começa a se dividir
como se tivesse sido fertilizado por um espermatozóide. Se pudesse
compreender como esse processo funciona, a reprogramação,
seria possível transformar diretamente as células adultas
em células-tronco embrionárias, sem o uso de embriões
nem óvulos. Mas há uma "barreira técnica substancial".
As células-tronco produzidas a partir da fusão contêm
DNA de ambas as células. Portanto, elas não seriam geneticamente
compatíveis com o paciente.
Ultima atualização:
25/10/2005

Pele
e Implantes de Células-Tronco
Usar
célula-tronco para mudar a textura do cabelo ou o formato do
rosto ainda não é possível. Mas utilizar essas
versáteis estruturas para dar uma melhorada na pele já
é uma façanha bem mais próxima de ser realizada.
No Rio de Janeiro, o médico Gerson Cotta-Pereira, professor da
Universidade Federal do Rio de Janeiro, e o cirurgião plástico
Ricardo Cavalcanti estão conduzindo uma pesquisa para fabricação
de colágeno humano a partir de células-tronco. O estudo
é pioneiro no País e, se for bem-sucedido, representará
um avanço na área da beleza. Os pesquisadores obterão
a melhor receita de produção de uma das fibras mais importantes
para a saúde da cútis, a que lhe dá sustentação.
E usando como matéria-prima células-tronco do paciente,
o que evita rejeição.
O estudo está sendo realizado
na Santa Casa de Misericórdia do Rio. O processo começa
com a retirada de um fragmento de pele de trás da orelha (local
mais escondido). Dessa amostra, são extraídas células-tronco
presentes no entorno dos vasos sangüíneos que irrigam a
derme (camada da pele). Estimuladas corretamente, essas estruturas transformam-se
em fibroblastos, células que sintetizam o colágeno. O
material fica estocado em um tanque de nitrogênio líquido.
"Simulamos in vitro as mesmas condições em que o
organismo produz o colágeno", explica Cotta-Pereira.
A idéia é usar
o colágeno para combater a flacidez e preencher rugas. O médico
Cavalcanti desenvolve estudos para checar sua durabilidade e definir
maneiras eficientes de acondicioná-lo e de aplicá-lo.
A toxina botulínica, por exemplo, perde eficácia se for
injetada 15 dias após a abertura do frasco. "O produto deverá
durar um ano, um ano e meio. Mas, como faremos um banco de colágeno
personalizado para cada cliente, poderão ser feitas várias
reaplicações", diz Cavalcanti. A má notícia
é que o produto só deverá estar disponível
para uso daqui a dois anos.
Ultima atualização:
25/10/2005

Células
de feto curam queimaduras graves
Tecidos
cultivados com células são enxertados em crianças
as quais passariam por autotransplante. Enxertos feitos com tecidos
fabricados a partir de células de peles fetais permitiram tratar
com rapidez crianças gravemente queimadas, de acordo com um estudo
de médicos suíços publicado na revista médica
britânica The Lancet. As oito crianças tratadas
eram candidatas ao clássico auto-enxerto de pele, aplicado nas
queimaduras profundas, em particular as de terceiro grau que destroem
toda a espessura da derme e não permitem uma cicatrização
espontânea. Com pequenas porções de tecidos cutâneos
fetais aplicados nas lesões das crianças, mais os emplastros
cutâneos acrescentados regularmente, as feridas se fecharam em
pouco mais de duas semanas. A solução tradicional, com
o auto-enxerto, significa extrair pedaços de pele saudável
de um ponto do corpo do paciente para enxertá-los nas lesões,
de modo que o revestimento cutâneo possa se regenerar.
A equipe do professor Patrick
Hohlfeld, do Hospital Universitário de Lausanne,
criou um banco de células de pele fetal a partir de uma doação
de 4 centímetros quadrados do material. Após a interrupção
de uma gravidez de 14 semanas, uma mulher autorizou a retirada de uma
amostra do feto e a equipe recebeu a aprovação de uma
comissão de ética para esta doação única.
Os autores do estudo apontam que vários milhões de pedaços
cutâneos (9cm x 12cm) para uso terapêutico podem ser produzidos
a partir de uma única doação. As células
de pele fetal podem ter um grande potencial terapêutico até
mesmo outros ferimentos. A pele do feto é um substituto de pele
biológica que pode constituir um aporte de pele de muito alta
qualidade em pouco tempo para os queimados, sem necessidade de técnicas
de enxertos adicionais.
Ultima atualização:
25/10/2005

Necessidades
nutricionais do seu corpo
As
vitaminas e os minerais são essenciais para a nossa vida. Eles
contribuem para uma vida saudável através da regulação
de metabolismo e da colaboração nos processos bioquímicos
que liberam energia da digestão dos alimentos. Eles são
considerados micronutrientes porque o corpo necessita de vitaminas e
minerais em quantidades relativamente pequenas em comparação
com outros nutrientes, tais como carboidratos, proteínas, gorduras
e água. Um estudo realizado nos Estados Unidos comprovou que
pessoas que ingerem um prato de salada antes das refeições
consomem 12% a menos de calorias do que as que partem direto para o
prato principal. A pesquisa foi publicada no Journal of American
Dietetic Association.
Os
nutrientes que necessitamos podem ser adquiridos através de uma
dieta adequada, rica em alimentos frescos e saudáveis. Pesquisadores
reconhecem que dietas ricas em frutas, vegetais e grãos reduzem
o risco de várias doenças, incluindo alguns tipos de câncer,
doenças do coração, diabetes e hipertensão
arterial. O Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos
estima que a dieta alimentar inadequada é responsável
por 35% dos casos de câncer, o que é maior que qualquer
outro fator etiológico de câncer.
Vitaminas e minerais específicos
atuam como antioxidantes no organismo através da doação
de elétrons para os radicais livres. Esse processo estabiliza
os radicais livres protegendo as células contra os danos causados
pela oxidação. A pele, com sua grande área superficial
e função protetora, é o maior alvo do estresse
oxidativo, tanto das fontes endógenas, quanto das fontes exógenas
de radicais livres (tabagismo, poluição do ar, medicamentos,
radiação ionizante, consumo de gordura, luz solar). A
pele é rica em lipídeos, proteínas e DNA, todos
altamente suscetíveis aos danos oxidativos. O mecanismo que nos
protege dos radicais livres se enfraquece com a idade.

Deficiências
comprovadas
Vitaminas
e a pele: Especialistas sabem que as vitaminas afetam a pele.
Falta de vitaminas pode tornar a pele sem vida, manchada, seca ou oleosa.
Pele saudável requer uma variedade de vitaminas para mantê-la
integra, especificamente, Vitamina A (encontrada em
cenouras, brócolis, vegetais de folhas verdes, aspargos, melão
cantaloupe, damasco, pêssegos, e batata doce) e Vitamina
E (encontrada em óleos vegetais - amendoim, soja, milho,
oliva, girassol, etc.) e o gérmen de trigo são as fontes
mais importante de vitamina E. Fontes secundárias são
as nozes, a sementes, grãos inteiros, e os vegetais de folhas
verdes. Alguns alimentos básicos, como o leite e os ovos, contêm
pequenas quantidades de alfa-tocoferol.)
Além
disso, Vitaminas E e C (encontrada em vegetais e frutas
cítricas) são a mais simples formas de antioxidantes.
Antioxidantes podem ajudar a prevenir danos na pele causados pelos radicais
livres, uma forma mutante perigosa do oxigênio que, em grande
quantidade (proveniente da poluição, radiação
solar, etc...), pode lesar as membranas celulares que protegem as células
da pele e causar inflamação, acentuar linhas de expressão
e pregas, entre outros danos.
Vitamina A pode ajudar a prevenir o dano causado pela
radiação solar, e a Vitamina C pode acelerar
a recuperação da pele. Existem evidências que a
Vitamina C pode passar através das camadas da
pele e ajudar na reparação do tecido danificado por queimadura
ou lesão, embora alguns especialistas discordem disto. Vitamina
D, absorvida através das camadas mais externas da pele,
pode ajudar na cura da pele quando aplicada topicamente, especialmente
quando combinada com a Vitamina A.
Vitamina
E e a pele: O termo vitamina E cobre oito compostos encontrados
na natureza. Quatro deles são chamados tocoferóis e quatro
são tocotrienóis, sendo identificados pelos prefixos a-,
b-, g- e d. O alfa-tocoferol é o mais comum e o mais ativo biologicamente
destas formas de ocorrência natural de vitamina E. A Vitamina
E tem sido há muito tempo utilizada para problemas da
pele. Muitas pessoas hoje utilizam Vitamina E para ardências,
cortes, irritações da pele, e para ajudar a minimizar
as rugas. Cientificamente, nunca foi provado ser eficaz quando utilizada
topicamente a não ser como hidratante, desde que a vitamina E
não consegue penetrar as camadas externas da pele. Alguns estudos
demonstram que esta vitamina pode irritar a pele da face, especialmente
quando ela é utilizada com um produto para acne que tem um efeito
de peeling. Quando a vitamina E é forçada a penetrar
pelas camadas da pele, ela pode causar reações alérgicas
severas. Vitamina E é um antioxidante que pode ajudar
a prevenir danos causados pelos radicais livres. Baseado na observação
que o dano da pele causado pela luz solar e pelos outros agentes ambientes
são indutores de radicais livres, existe a possibilidade da Vitamina
E ser efetiva na prevenção dos danos
na pele. Ela está sendo usada cada vez mais em preparações
para a pele como uma maneira de reverter este dano. Embora o uso tópico
da vitamina E tem suas conseqüências negativas além
do potencial de reações alérgicas, superdoses de
vitamina E oral podem bloquear a absorção de outras vitaminas
lipofílicas como a vitamina A e D. Deficiência de vitamina
E é extremamente rara, e quando ocorre é freqüentemente
causada por uma doença que bloqueia sua absorção
no trato gastrointestinal. Esta vitamina é encontrada naturalmente
em óleos vegetais, incluindo óleo de germe de trigo, a
maioria das pessoas tem uma ingesta adequada desta vitamina na dieta
alimentar comum.
Deficiência
de zinco: deficiência deste elemento pode causar inflamação
na pele e queda de cabelos, diarréia, e níveis sanguíneos
baixos de zinco. Os sintomas na pele são muito similares daqueles
da acrodermatite enteropática. O zinco é um elemento traço
essencial para anormal cicatrização da pele. Pequenas
quantidades são encontradas em uma grande variedade de alimentos,
incluindo carnes, pães de trigo integral e de cereais, feijões
secos e frutos do mar. Uma causa comum da deficiência de zinco
é encontrada em pacientes com dietas por sonda sem adequada suplementação
de zinco, freqüentemente após o segundo e terceiro meses
de entubação. Tratamento: suplementação
de zinco reverte rapidamente a deficiência.
Vitamina
D e a pele: Vitamina D é o nome geral dado a um grupo
de compostos lipossolúveis que são essenciais para manter
o equilíbrio mineral no corpo. É também conhecida
como calciferol e vitamina antiraquítica. As formas principais
são conhecidas como vitamina D2 (ergocalciferol: de origem vegetal)
e vitamina D3 (colecalciferol: de origem animal). A Vitamina
D é uma substância de ocorrência natural
produzida pela interação da luz solar com componentes
químicos da pele que ajudam o corpo a absorver cálcio
no trato intestinal e prover o desenvolvimento e crescimento saudável
dos ossos. Em torno de 15 minutos ao sol é suficiente
para atingir as necessidades mínimas requeridas pelo corpo desta
vitamina, embora também seja encontrada em muitos alimentos.
A deficiência da vitamina D, causada pela dieta
pobre ou falta de luz solar pode levar ao raquitismo. Vitamina D tem
sido adicionada ao leite desde 1930 como forma de reduzir a incidência
de raquitismo. Muitos alimentos foram fortificados com vitamina D, e
suplementos também estão disponíveis. Outra boa
fonte de vitamina D da alimentação é o óleo
de peixe, produtos lácteos, e gemas de ovo. Entretanto, a interação
da luz solar com a pele pode fornecer suficiente vitamina D mesmo que
a criança não beba leite. Pessoas idosas que não
bebem leite e não tomam banho de sol tem um risco aumentado de
deficiência de vitamina D. Vitamina D é considerada um
antioxidante (veja em produtos antioxidantes para a beleza) e anticarcinogênica,
e pode participar da pigmentação da pele. Desde que seja
absorvida pela pele, aplicando esta vitamina topicamente pode ter um
efeito na saúde da pele. Vitamina D é tóxica em
quantidades muito grandes (entre 5.000 e 10.000 UI diariamente por vários
meses de D3 ou D4), e megadoses devem ser evitadas. Banho de sol, entretanto,
não resulta em overdose.
Vitamina
B6 (Piridoxina) e a pele: Deficiência desta vitamina
causa uma variedade de alteração na pele, inflamação
da boca e língua e lábios rachados. Esta vitamina faz
parte vital da atividade de várias enzimas e hormônios
envolvidos em manter a pele saudável. Boas fontes alimentares
de Vitamina B6 são encontradas na galinhas e
o fígado de vaca, porco e vitela são excelentes fontes
de piridoxina. As boas fontes incluem o presunto e o peixe (atum, truta,
halibute, arenque e salmão), nozes (amendoins, avelãs),
pão, milho e cereais de grão integral. Geralmente os vegetais
e as frutas são fontes pobres de vitamina B6, embora existam
produtos nestas classes alimentares que contêm quantidades consideráveis
de piridoxina, tais como os feijões e a couve-flor, as bananas
e as passas. Uma dieta balanceada proverá suficientes quantidades
desta vitamina, a qual é também produzida em pequenas
quantidades pelas bactérias intestinais. Pessoas que tem o risco
que desenvolver deficiência da Vitamina B6 incluem
as crianças que estão amamentando, pessoas com dietas
pobres e aquelas com distúrbios de absorção, alcoólicos
graves, e pacientes medicados com certas drogas (incluindo penicilamina,
hidralazida, ou pílulas anticoncepcionais).
Vitamina
A (Retinol) e a pele: Vitamina A é a vitamina necessária
para a saúde da pele. Muitos alimentos contêm esta vitamina,
mas particularmente boas fontes incluem fígado, fígado
de peixe, gema de ovo, leite e outros produtos lácteos, margarina,
e um grande número de frutas e vegetais. Deficiência desta
vitamina é rara em países desenvolvidos, mas uma séria
falta ou excesso de ingestão podem ambos causar pele áspera
e seca, entre outros problemas. A Vitamina A, uma vitamina
lipossolúvel, ocorre sob duas formas principais na natureza -
o retinol, o qual se encontra apenas em fontes animais e certos carotenóides
(provitaminas), as quais se encontram apenas em fontes vegetais. Os
carotenóides são os compostos que dão a várias
frutas e vegetais a sua cor amarela ou laranja. O carotenóide
mais abundante e mais conhecido é o beta-caroteno.
O beta-caroteno é um dos mais de 600 caratenóides existentes
na natureza conhecidos. O beta-caroteno é um precursor
da vitamina A ou provitamina A, porque a sua atividade como
vitamina A ocorre apenas após a sua conversão para retinol
no interior do corpo. Uma molécula de beta-caroteno pode ser
clivada por uma enzima intestinal específica em duas moléculas
de vitamina A. Contrário da crença popular, ingestão
de muito caroteno (comer grandes quantidades de cenouras) não
causa excesso de vitamina A; entretanto, isto pode provocar a carotenemia
(altos níveis sanguíneos de caroteno), o qual pigmenta
a pele com um amarelo intenso.
Enxofre
e a pele: Enxofre é um componente mineral importante
da Vitamina B1 e de vários aminoácidos
essenciais. Ele é particularmente necessário
para o corpo produzir o colágeno, o qual ajuda a formar o tecido
conjuntivo. Enxofre é também um componente da queratina,
o ingrediente chefe do cabelo, pele e unhas. Além disso, enxofre
é um dos mais antigos ingredientes dos modernos e populares medicamentos
para a acne, embora sua ação ainda não esteja completamente
elucidada. Pesquisadores acreditam que ele é efetivo no controle
das bactérias e esfoliação da pele. Muitos estudos
sugerem que a combinação de peróxido de benzoíla
e enxofre é mais efetiva que o enxofre usado isoladamente. Acredita-se
que o enxofre dissolva a camada superior de células mortas e
desacelera a atividade das glândulas sebáceas, pela razão
porque é usado em sabonetes e loções para acne,
e em xampus para caspa. A maior concentração de enxofre
em produtos sem receita médica é de 10%. Enxofre pode
causar leve sensibilização e reações alérgicas,
e pode irritar os olhos. Recomenda-se descontinuar o uso se ocorrer
sensibilidade cutânea. Enquanto a maioria dos especialistas considera
seguro o peróxido de benzoíla e enxofre quando usados
isoladamente, produtos que combinam os dois aumentam a possibilidade
de sensibilização ao peróxido de benzoíla.
Então, produtos combinados não estão disponíveis
sem prescrição. Além disso, o enxofre é
algumas vezes adicionado à resorcina (produto que causa descamação
da pele) como um tratamento da acne, embora especialistas não
estejam certos de que esta combinação funcione. Resorcina
isoladamente não é considerado efetivo contra a acne,
mas parece que acentua a ação do enxofre. Pela razão
da resorcina em concentrações acima de 3% serem tóxicas,
produtos com este ingrediente são disponíveis sem receita
(over-the-counter) na concentração de 2% ou menos.
Produtos contendo resorcina não devem ser aplicados em pele danificada
ou em grandes áreas do corpo. Lembrando, ao resorcina pode despigmentar
peles escuras ou negras.
Vitamina
B2 (Riboflavina): Riboflavina é uma das vitaminas com
mais ampla distribuição. Todas as células de plantas
e animais contém-na, mas há muito poucas fontes ricas.
A levedura e o fígado têm as concentrações
mais elevadas, mas as fontes de dieta mais comuns são o leite
e os seus derivados, a carne, os ovos e os vegetais de folhas verdes.
Os grãos dos cereais, embora fontes pobres em riboflavina, são
importantes para aqueles que dependem dos cereais como componente principal
da dieta alimentar. Os cereais fortificados e os produtos de panificação
fornecem grandes quantidades. As fontes animais de Vitamina
B2 são melhor absorvidas que as fontes vegetais. No
leite de vaca, ovelha e cabra, pelo menos 90% da riboflavina está
na forma livre; na maioria das outras fontes, surge ligado a proteínas.
Deficiência desta vitamina pode causar lábios rachados,
e língua dolorosa e feridas nos cantos da boca. Enquanto uma
dieta balanceada freqüentemente oferece adequadas quantidades de
riboflavina, algumas pessoas são susceptíveis a deficiência.
Estas pessoas incluem aquelas tomando drogas antipsicóticas como
fenotiazinas, antidepressivos tricíclicos, contraceptivos orais,
e aquelas com distúrbios de absorção ou dependência
severa ao álcool. Deficiência pode ser resultado de doença
grave ou ferimento, ou cirurgia.

Boas
vitaminas para a nutrição da pele
Vitaminas C, E, A, K, e complexo B podem ajudar a melhorar a saúde
da pele. Veja como:
Vitaminas
C e E. Entre as mais importantes novas descobertas da dermatologia
é o poder das vitaminas contra os efeitos da exposição
solar. Numa pesquisa apresentada no 2002 Annual Meeting of the American
Academy of Dermatology, o pesquisador da Duke University,
Sheldon Pinnell e colegas demonstrou que “significativa fotoproteção
pode ser obtida com o uso tópico de vitaminas C e E”. Vitamina
C tópica pode prevenir as conseqüências da prolongada
exposição ao sol a qual pode conduzir ao câncer
de pele. Suplementação com Vitamina E natural, na dose
de 400 UI por dia, tem sido registrado como redutor do dano solar, das
rugas e melhora na textura da pele. The Journal of Investigative
Dermatology noticiou, em fevereiro de 2005, que as pessoas que
tomam vitaminas C e E por longo período reduzem suas queimaduras
solares quando expostas a radiação UVB. Além
disso, pesquisadores observaram uma redução dos fatores
ligados ao dano do DNA das células da pele, levando-os a concluir
que as vitaminas antioxidantes ajudam a proteger contra o dano no DNA.
Vitamina C e E ajudam reduzindo o dano causado pelos radicais livres,
um danoso subproduto da luz solar, fumo, e poluição. Radicais
livres devoram colágeno e elastina, as fibras que sustentam a
estrutura da pele, causando rugas e outros sinais do envelhecimento.
Quando essas duas vitaminas são combinadas em uma loção,
elas podem ser altamente protetoras contra o dano solar.
Isto
não significa que ingerindo vitaminas ou cobrindo-se com loção,
então você pode se cozinhar seguramente no sol. A ligação
entre bronzeamento e câncer de pele é inquestionável
e perigosa. (Sempre usar um filtro solar com um FPS de pelo menos 25
e limite sua exposição ao sol entre 10 da manhã
e 4 da tarde). Mas você pode ajudar a sua pele se manter saudável
e bonita tendo a certeza que você ingere o suficiente destas vitaminas
antioxidantes. Para ter certeza que em sua dieta contém o suficiente
de vitamina C, coma frutas cítricas e vegetais ricos em vitamina
C como pimentão, brócolis, couve-flor, e folhas verdes.
Estes alimentos podem repor a perda de vitamina através da pele.
Você também pode tomar suplementos de vitamina C, de 500
até 1000 miligramas por dia, de acordo com a American Academy
of Dermatology.
Você
pode experimentar um creme tópico de vitamina C para estimular
a produção de colágeno, exatamente como o seu corpo
faz naturalmente quando você é jovem. A dica aqui é
usar uma formulação contendo vitamina C na forma de ácido
L-ascórbico, o único que pode penetrar nas camadas da
pele e fazer o trabalho. Você pode encontrar vitamina E em óleos
vegetais, nozes, sementes, azeitonas, espinafre, e aspargos. Mas como
é difícil conseguir o suficiente dos alimentos, muitas
pessoas ingerem suplementos. (Tome cuidado, pois algumas recentes pesquisas
alertam que altas doses de vitamina E podem ser prejudiciais. Fique
com 400 UI por dia ou menos para ficar segura). Usada em um creme, loção
ou serum, a vitamina E pode aliviar a pele seca e rugosa, de acordo
com a American Academy of Dermatology.

Além
das Vitaminas e Minerais: Os novos nutrientes da pele
Algumas das mais novas excitantes
pesquisas sobre a pele além das vitaminas e minerais são
outros nutrientes que, quando usados internamente ou aplicados topicamente,
podem ter significante efeitos na sua pele.
Ácido Alfa-Lipóico. Um poderoso antioxidante,
centenas de vezes mais potente que a vitamina C ou E, o ácido
alfa-lipóico pode vir a ser uma poderosa revolução
no envelhecimento cutâneo. O que o faz tão especial, dizem
os especialistas de pele, é sua capacidade de funcionar tanto
no óleo como água, agindo nas células da pele por
dentro e por fora do nosso corpo. A maioria dos antioxidantes pode fazer
de uma forma, mas não nas duas. Mais especificamente, o ácido
alfa-lipóico ajuda a neutralizar o dano da célula da pele
causado pelos radicais livres, melhor do que fazem as vitaminas C e
E. Em um estudo realizado na Yale University e publicado
no Archives of Gerontology and Geriatrics em 1999, pesquisadores
descobriram que o ácido alfa-lipóico protege as proteínas
do dano causado pelos radicais livres. Também descobriram que
ele ajuda outras vitaminas a trabalharem mais eficientemente na reconstrução
das células danificadas da pele causadas pelas agressões
ambientais, como fumaça e poluição. O ácido
alfa-lipóico está disponível em suplementos e cremes.
DMAE. Outro poderoso antioxidante, este nutriente tem
um dos mais fortes apetites por radicais livres. Ele trabalha principalmente
desarmando seus poderes em danificar as células da pele. Ele
também estabiliza a membrana externa de cada célula, que
ataques do sol e fumaça de cigarros são reduzidos. DMAE
também previne a formação de lipofucsina, o pigmento
marrom que é a base das manchas senis. Como o ácido alfa-lipóico,
o DMAE está disponível em suplementos e cremes.
Ácido Hialurônico. Feito pelo corpo, o
trabalho principal deste nutriente é lubrificar as articulações
como a dos joelhos, ombros, dedos, e artelhos para todas se moverem
suave e facilmente. Pesquisas mostram que ele também
funciona ao nível das células da pele, agindo como uma
espécie de cola que ajuda a mantê-las unidas, deixando
a pele parecer suave e jovem. Outra característica importante
é a sua habilidade em absorver água, até 1.000
vezes seu peso, o que representa mais água para cada célula
da pele. Cremes de primeira linha agora incluem ácido hialurônico.
É igualmente poderoso tomado em forma de suplementos, embora
mais pesquisas sejam necessárias para provar sua eficácia.
Este nutriente não está disponível em alimentos.
Ácidos
Graxos Essenciais (AGE). Se sua pele está seca, inclinada
à inflamação, e frequentemente pontilhada com comedões
brancos e pretos, você pode estar carente de ácidos graxos
essenciais, nutrientes que são cruciais para a produção
da barreira oleosa natural da pele. Sem o adequado suprimento de AGE,
a pele produz uma forma mais irritante de sebo, ou óleo, o qual
pode resultar nestes problemas. A solução pode estar em
equilibrar dois AGEs chaves, ômega-3 e ômega-6. Enquanto
muitos alimentos populares forneçam suficiente quantidade de
ômega-6 (bolos, óleos de cozinha, galinha, grãos,
e muitos outros alimentos) ômega-3 está frequentemente
faltando. Ele é encontrado comumente em peixes de água
fria, incluindo salmão, sardinhas, e cavala, semente de linho,
e óleo de linhaça e açafrão. Tomando suplementos,
como cápsulas de óleo de peixe ou óleo de prímula,
podem também ajudar a manter sua pele suave e de aspecto jovem.

Nutrição
da pele: a linha de fundo
A
maioria das pessoas pode obter todos os nutrientes que a pele necessita
dos multivitamínicos e da alimentação saudável.
Isto não significa que devemos sair correndo e gastar um monte
de dinheiro em vitaminas. A idéia é usá-las de
uma forma inteligente e o que é bom para a sua saúde.
Mas nunca pense que elas são todas as respostas em relação
aos problemas de saúde, particularmente do envelhecimento cutâneo.
A melhor atitude é beber muita água, usar produtos
suaves para limpar a sua pele, sempre usar filtros solares, e fazer
uma alimentação balanceada (com alimentos funcionais)
– então você pode adicionar a estes cuidados os suplementos
nutricionais para suprirem algumas deficiências. Veja algumas
fontes de nutrientes para a sua pele:
Vitamina A
Fígado, cenoura, mamão, abóbora, gema de ovo e
manteiga
Betacaroteno
Frutas e vegetais amarelos são os mais ricos, como abóbora,
mamão, melão, pimentão amarelo, além de
agrião, batata-doce, brócolis, couve, damasco, espinafre,
pêssego e tomate
Vitamina C
Kamu-kamu (fruta amazônica que tem 60 vezes mais vitamina C do
que o limão), acerola, goiaba, melão, agrião, caju,
goiaba, limão, laranja, morango, salsão, pimentão,
tangerina, tomate e brócolis
Licopeno
Molho de tomate (natural), tomate,
suco de tomate, morango, goiaba, melancia
Ômega-3
Óleo e semente de linhaça, salmão, bacalhau, sardinha,
atum, arenque
Vitamina E
Abacate, germe de trigo, amêndoa, avelã, azeite de oliva,
castanha-do-Pará, ervilha, cereais integrais, espinafre e repolho
Polifenóis
Chá
verde, vinho
tinto, suco de
uva, sementes de uva, ameixa e uva-passa
Magnésio
Nozes, castanhas, leguminosas (lentilha, feijão, ervilha),
milho, cenoura, vegetais de folhas verde-escuro, cereais integrais,
tofu e frutos do mar
Selênio
Castanha-do-Pará (uma por dia), alho, cebola, cogumelos,
grãos integrais, peixes
Zinco
Algas, moluscos e ostras, leite, iogurte, carne, grãos,
raiz de gengibre
Ultima atualização:
13/08/2006

Antioxidantes
naturais do extrato de tomate reduzem a hipertensão leve
O
tratamento da hipertensão arterial pode reduzir o risco de
doenças cardiovasculares. O extrato de tomate contém
carotenóides tais como o licopeno, betacaroteno e vitamina
E, conhecidos como antioxidantes eficazes para combater os
radicais livres e reduzir a velocidade da progressão da aterosclerose.
O consumo regular de pequenas quantidades de produtos com tomate é
capaz de proteger lípides e DNA linfocitário do dano
oxidativo. Os resultados das pesquisas sugerem que os produtos com
tomate não constituem somente boas fontes de licopeno, mas
também fontes de vitamina C biodisponível. A ingestão
regular de pequenas quantidades de produtos com tomate pode elevar
a proteção celular de danos no DNA induzidos por espécies
oxigênio reativas. Este efeito pode ser originado do sinergismo
entre os diferentes antioxidantes presentes no tomate (RISO,
P.; VISIOLI, F.; ERBA, D.; TESTOLIN, G.; PORRINI, M. Eur J Clin Nutr,
2004 - Mar.).
Com o propósito de avaliar o efeito do extrato de tomate na
pressão arterial sistólica e diastólica na hipertensão
arterial leve, nas lipoproteínas do soro, na dosagem de homocisteína
plasmática e nos marcadores de estresse oxidativo, pesquisadores
israelenses analisaram 31 pacientes com hipertensão leve que
não faziam uso de medicamentos antihipertensivos ou para redução
de lípides. Esses adultos tinham idades entre 30 e 70 anos
e eram de ambos os sexos. O estudo foi publicado no primeiro número
de janeiro de 2006 da revista American Heart Journal.
Os participantes do estudo passaram 4 semanas ingerindo uma cápsula
de placebo todos os dias. A seguir receberam uma cápsula de
extrato de tomate por dia (250 mg de Lyc-O-Mato, durante 8 semanas.
Finalmente, eles receberam durante outras 4 semanas novas cápsulas
de placebo.
Os resultados obtidos indicaram que, em média, a pressão
sistólica dos participantes caiu dez pontos, enquanto a pressão
diastólica caiu quatro pontos durante o período em que
eles consumiram extrato de tomate. Estes números foram considerados
estatisticamente significativos. Não foram observadas mudanças
na pressão sistólica e diastólica durante o tempo
em que receberam placebo. Não houve redução significativa
nos níveis lipídicos dos pacientes.
O efeito continuado e os benefícios a longo prazo nos riscos
cardiovasculares ainda deverão ser demonstrados.
Fonte:
American Heart Journal. Volume 151, Issue 1, Pages 100.e6-100.e1
(January 2006)
Ultima atualização:
13/08/2006

Novos
estudos mostram que fibras não-solúveis protegem contra
doenças cardiovasculares
O aumento do consumo
de fibras na dieta é amplamente recomendado para manter ou
melhorar a saúde, mas o conhecimento da relação
entre o tipo de fibra ingerido e o risco de doença cardiovascular
é limitado.
Com
o objetivo de examinar a relação entre o tipo de fibras
consumido na dieta e o risco de doenças cardiovasculares, um
estudo francês de coorte publicado na revista American Journal
of Clinical Nutrition envolveu 3429 mulheres e 2532 homens. Os
participantes tinham entre 35 e 60 anos, e foram separados em 5 grupos
de acordo com o tipo de fibras consumido. Foram obtidas informações
sobre os hábitos de alimentação e o estilo de
vida. A conclusão foi que a maior ingestão de fibras,
principalmente as não-solúveis, está relacionada
a menores riscos de desenvolver obesidade, hipertensão arterial
ou dislipidemias. Dieta rica em fibras solúveis foram menos
efetivas.
Fibras de cereais foram associadas
com menor índice de massa corporal, de pressão arterial
e menores concentrações de homocisteína (relacionada
a doenças cardiovasculares). Fibras de vegetais têm relação
com baixa pressão arterial e menor concentração
de homocisteína e, as fibras de frutas, com baixo índice
de relação cintura-quadril e melhores índices
de pressão arterial. Fibras de frutas secas, nozes e sementes
foram associadas com menor índice de massa corporal e de relação
cintura-quadril e também a níveis de glicemia mais baixos.
A ingestão de
fibras está inversamente correlacionada com doença cardíaca
e fatores de risco para ambos os sexos, o que reforça seu papel
protetor contra doenças cardiovasculares e recomenda um aumento
do consumo.
Fonte:
American Journal of Clinical
Nutrition Volume 82, número 6,
1185-1194, dezembro de 2005.
Ultima atualização:
17/02/2006

Resveratrol
impede transmissão de herpes
Uma
substância presente no vinho tinto pode prevenir
o alastramento do herpes labial. A descoberta foi fruto de uma pesquisa
feita nos Estados Unidos, na qual se identificou um componente do
vinho, chamado resveratrol, que, ao ser ministrado
nos locais inflamados, impede a transmissão do vírus,
com chances, ainda, de bloquear o seu desenvolvimento. Os cientistas
que conduziram o estudo disseram que a técnica também
deve ser usada para prevenção, podendo, futuramente,
ser usada contra o herpes genital: a substância seria aplicada
em camisinhas.
O herpes é incurável, mas não
é fatal para adultos. Ele pode ser perigoso se transmitido
para o feto durante a gravidez, causando cegueira e doenças
fatais na infância. Acredita-se que 20% da população
americana, por exemplo, esteja infectada pelo vírus, mas apesar
disso, poucas pessoas sabem que foram contagiadas, devido à
natureza assintomática da doença. O vírus pode
permanecer incubado e os sintomas se manifestar esporadicamente, ao
longo de dias, meses ou até mesmo anos.
Entretanto, cientistas da Universidade de Medicina do Nordeste de
Ohio acreditam que a descoberta pode ajudar os médicos a controlar
o vírus. Eles dizem que o resveratrol, que já é
usado na proteção contra doenças cardíacas
pode pará-lo. Testes feitos com uma versão modificada
da substância, chamada stil-5, pararam a infecção
em 99.9% dos casos.
A descoberta foi apresentada na Conferência Intercientífica
sobre Quimioterapia e Agentes Antimicróbios, em Toronto, no
Canadá. Uma vacina contra o herpes genital feminino foi apresentada
nesta mesma conferência por cientistas de uma empresa farmacêutica.
Como o resveratrol é resultado de um sistema de proteção
da planta, quanto mais agressivo o ambiente em que ela é cultivada,
maior a quantidade de moléculas presentes na uva. Encontrado
principalmente na casca e nas sementes das uvas, o resveratrol quase
não aparece nos brancos e espumantes, feitos apenas com a polpa
da fruta. Para escolher a bebida pela quantidade de resveratrol, deve-se
dar preferência aos tintos franceses feitos com uva tannat,
safra de 1997 - aquela em que se encontrou o máximo da substância.
A informação consta de um estudo brasileiro que analisou
vinhos das dez principais regiões produtoras do mundo.
Ultima atualização:
17/02/2006

Cirurgias
feitas a partir do uso do Botox® podem ajudar no tratamento de enxaqueca
Pesquisadores
injetaram Botox® em cerca de cem pacientes para verificar quais
eram os músculos ligados à ocorrência de enxaqueca.
Depois, fizeram cirurgias para remover a inervação esses
músculos. A cirurgia reduziu a intensidade e a freqüência
das enxaquecas em 92% dos pacientes e eliminou totalmente o mal em
um terço das pessoas envolvidas. A pesquisa, publicada na revista
Cirurgia Plástica e Reconstrutiva, também reduziu
o número de ausências dos pacientes em seu trabalho.
A enxaqueca provoca grande número de ausências no trabalho.
Antes do tratamento, as pessoas que sofriam de enxaqueca faltavam
em média 4,4 dias de trabalho por mês. Depois da cirurgia,
essa média passou para 1,2 dias por mês.
Há várias teorias sobre o que causa a enxaqueca. Algumas
delas alegam que o problema ocorre quando nervos são presos
por determinados músculos. Os pesquisadores usaram Botox®,
uma toxina tradicionalmente usada para atenuar rugas no rosto, para
paralisar músculos na testa e nuca e determinar quais deles
causavam a enxaqueca. Não há autorização
para se utilizar Botox® no combate a dores de cabeça em
vários países.
O diretor da Migraine
Trust da Grã-Bretanha, Alan Bartle, recebeu a pesquisa
com alguma cautela. Segundo ele, parece que o tratamento funcionou
para esses pacientes, mas outros estudos sobre o uso de injeções
de Botox® se provaram inconclusivos.
Ultima atualização:
22/02/2006

Síndrome
de ardência bucal: ácido alfa-lipóico reduz dano
neuronal
Pesquisa espanhola mostra
que o ácido alfa-lipóico, acompanhado
da psicoterapia, é boa alternativa para tratamento dessa síndrome,
que acomete principalmente mulheres.
A
Síndrome da Ardência Bucal (SAB) não
é um problema raro e o paciente queixa-se de boca ardendo,
mesmo sem ter lesões na mucosa. Acomete principalmente mulheres
e a sintomatologia está relacionada a eventos de estresse,
embora também ocorra em pacientes portadores de candidíase
ou diabéticos. Um estudo espanhol, publicado na revista Medicina
Oral (Volume 9, nº1), investigou as formas
de tratamento da patologia e comprovou que o ácido alfa-lipóico
pode ser importante auxiliar terapêutico.
O estudo contou com 192 pacientes
portadores da síndrome, nos quais foram comparados três
tipos de tratamento: psicoterapia (com duas sessões semanais),
ácido alfa-lipóico (600mg/dia, por dois meses)
e a combinação das duas terapias (psicoterapia
e ácido alfa-lipóico). A um quarto grupo - controle
- os pesquisadores administraram placebo. "O objetivo do estudo,
como é percebido, foi examinar a eficácia da psicanálise
e da psicoterapia cognitiva, comparada com a terapia farmacológica,
em contraste com a interação das duas práticas",
explicam os pesquisadores no artigo.
Segundo a pesquisa, tanto
os pacientes tratados com psicoterapia, quanto os que receberam somente
ácido alfa-lipóico (ALA) obtiveram melhoras significativas
da sintomatologia. Contudo, os pesquisadores apontam que maior número
de beneficiados foi encontrado no grupo que recebeu os dois tratamentos,
simultaneamente. E mais: esses pacientes teriam conseguido manter
a ausência de sintomas da síndrome por seis meses após
o término do tratamento.
"Na síndrome da
ardência bucal, estudos recentes já sugeriram o benefício
do ácido alfa-lipóico, um fármaco útil
em diversas neuropatias, parecendo possível, portanto, com
base nessa evidencia, que a SAB seja mais uma neuropatia periférica
provocada por eventos psicológicos estressantes", destacam
os pesquisadores.
O estudo também reitera
que, normalmente, os sintomas da síndrome são desencadeados
na vigência de experiências de perdas ou mudanças
significativas na vida dos pacientes. "No paciente deprimido,
a boca é uma área de conflito, estando relacionada à
frustração de necessidades (principalmente fisiológicas),
também sendo uma área em que se somatizam expressões
simbólicas de culpa associada. É um local para somatizar
conflitos prévios. Portanto, é na boca que se manifesta
a culpa", explica a pesquisa.
De acordo com os pesquisadores,
os pacientes sentem mais dor na SAB quando têm aumento dos problemas
interpessoais, daí a necessidade, segundo eles, de a psicoterapia
estar sempre presente. Porém, tratamentos curtos com 600mg/dia
do ácido devem complementar a terapia psicológica: "o
ALA pode atuar como um neuroprotetor e ajudar na recuperação
do dano neuronal", conclui a pesquisa.
Fonte:Agência
Notisa
Ultima
atualização: 13/08/2006

Suco de
romã ajuda a combater o câncer de próstata
O
consumo de suco de romã ajuda a combater o
câncer de próstata e a reduzir as células da doença,
segundo um estudo publicado na revista Clinical Cancer Research
de julho de 2006.
Pesquisadores descobriram
que o suco dessa fruta freia a proliferação das células
do câncer de próstata e promove a morte
delas. Além disso, após uma intervenção
cirúrgica, o suco de romã ajuda a reduzir o antígeno
prostático específico (APE) que é o marcador
da doença. Quanto mais rápido aumentam os níveis
do APE no sangue de um homem depois do tratamento, maior é
a possibilidade de o paciente morrer de câncer de próstata.
Segundo o professor do Departamento
de Urologia da Universidade da Califórnia e autor do estudo,
Allan Pantuck, a velocidade de aumento do APE caiu em 35% dos pacientes
que consumiram suco de romã. "Esperamos que o suco de
romã seja uma estratégia nova para aumentar a sobrevivência
de homens que tenham sido tratados de câncer na próstata",
destacou o especialista.
Pantuck disse que, embora
a descoberta seja importante, é necessário fazer outros
estudos para determinar de maneira precisa o papel que a estrutura
química da fruta desempenha na doença. "Não
achamos que estejamos curando ninguém do câncer prostático",
afirmou Pantuck. "Em nossos testes iniciais, um terço
dos pacientes tiveram uma redução do APE, mas em nenhum
a eliminação foi total", ressaltou.
No entanto, frisou, essa redução,
para muitos homens, pode significar o prolongamento de sua vida depois
de uma cirurgia e de uma radioterapia.
Ultima
atualização: 13/08/2006
Extrato
de uva é bom para o coração
Pacientes
submetidos à hemodiálise freqüentemente apresentam
complicações cardiovasculares. Tais complicações
são atribuídas a várias causas, dentre elas a
dislipidemia (alterações nas taxas de gorduras no sangue),
aumento do estresse oxidativo e inflamação. Na edição
de julho de 2006 da revista American Journal of Clinical Nutrition,
um artigo avaliou o efeito do extrato de uva vermelha sobre essas
causas. Os resultados foram obtidos através da dosagem de gorduras
dos indivíduos, capacidade antioxidante, oxidação
do LDL (o chamado "colesterol ruim") e marcadores inflamatórios.
Segundo as conclusões do trabalho, a ingestão de extrato
de uva melhora o perfil lipídico e reduz a concentração
de colesterol, reduzindo, desta forma, o risco cardiovascular.
American Journal of Clinical Nutrition, Volume 84,
Number 1, July 2006, Pages 252-262.
Ultima
atualização: 12/09/2006
Novidades
para os fumantes
A
maioria dos tabagistas, que interrompem o vício, apresenta
recaída no primeiro ano e requerem várias tentativas,
antes de atingirem a abstinência completa. As evidências
sobre o benefício do tratamento medicamentoso, em prevenir
a recaída, são insuficientes. Na edição
de julho deste ano da revista JAMA - The Journal of the American
Medical Association, um estudo avalia a manutenção
da abstinência, em pacientes que realizaram tratamento para
o tabagismo com o medicamento vareniclina. Segundo
os pesquisadores, pacientes que atingiram a abstinência por
pelo menos sete dias após o fim do tratamento, e que receberam
mais 12 semanas de vareniclina, apresentam uma abstinência contínua
maior, em comparação ao placebo. Portanto, sugere-se
que o vareniclina possa vir a ser uma nova ferramenta, eficaz na manutenção
da abstinência.
The Journal of the American
Medical Association, Volume 296, Number 1, July 2006, Pages 64-71.
Ultima
atualização: 12/09/2006

Soja
é melhor que vinho contra radicais livres
O
molho de soja, consumido amplamente em comidas orientais, pode ser
mais eficiente que o vinho tinto e a vitamina C na preservação
das células, informaram pesquisadores. Os cientistas identificaram
que o molho de soja contém propriedades antioxidantes 10 vezes
mais eficientes que o vinho tinto e 150 vezes mais potentes que a
vitamina C, de acordo com notícia publicada no jornal Strait
Times, de Cingapura. Antioxidantes controlam o efeito dos radicais
livres, átomos instáveis que atacam as células
e os tecidos humanos. Os radicais livres têm sido vinculados
ao envelhecimento e a doenças como Mal de Parkinson, câncer
e problemas cardíacos. A pesquisa da Universidade Nacional
de Cingapura também identificou que o molho de soja, feito
de grãos de soja fermentados, melhora a circulação
sanguínea em até 50 por cento nas horas seguintes ao
consumo. "Tem um aspecto preventivo, mostrando que pode reduzir
a taxa de doenças neurodegenerativas e cardiovasculares",
informou o líder da equipe de pesquisa, Barry Halliwell. Ele
alertou, no entanto, quanto ao consumo exagerado do molho de soja
por causa do alto nível de sal do produto, o que pode levar
a um aumento da pressão arterial.
Ultima
atualização:
12/09/2006
