Micose
das Unhas
A
micose das unhas é uma afecção causada por fungos
presentes no ambiente, e que se instalam e proliferam nas unhas, deixando-as
amareladas e quebradiças (esfarelam). As micoses de unhas são
mais frequentes em pessoas com profissões que exigem contato
constante com água, esportistas, doentes com problemas vasculares
ou tomando imunossupressores, diabéticos, e frequentadores de
piscinas e saunas. Geralmente as mulheres passam a ter micoses das unhas
quando as pessoas do sexo masculino, que convivem com elas, transmitem
as infecções para as suas unhas. Os fungos liberam esporos
que ficam nos ambientes domésticos por longos períodos
(banheiros, tapetes, piso molhado). As mulheres e as crianças
são mais resistentes às micoses de unhas. Se elas apresentam
micoses das unhas, com grande frequência, o adulto do sexo masculino
as contaminou. Outra fonte bastante comum de infecção
fúngica das unhas são os institutos de beleza (manicures
e pedicures). Nestes locais devem ser observadas as condições
mínimas de higiene e assepsia, para garantir às clientes
segurança contra infecções cruzadas (fúngicas,
virais e bacterianas). Leia Como
prevenir a contaminação nos salões de beleza.
As micoses de unhas são
perfeitamente curáveis, e a duração do tratamento
depende da extensão e comprometimento das unhas (das mãos
e dos pés). Os tratamentos atuais são eficazes e de curta
duração, com medicamentos seguros e de poucos efeitos
colaterais. Podemos tratar as micoses com medicamentos locais ou sistêmicos.
Geralmente os locais são os esmaltes antifúngicos e mesmo
produtos aplicados diretamente nas unhas. Por via sistêmica (comprimidos
ou cápsulas) são mais eficientes, mas nem todos os pacientes
podem tomá-los. Pacientes imunocomprometidos podem tem recorrência
destas infecções e necessitam tratamentos continuados.
Dicas: tratar
as micoses das unhas o mais rápido possível, pois o fungo
tende a comprometer totalmente as unhas, tornando o custo e duração
do tratamento maior. Se a micose estiver no início, o tratamento
pode ser local e de rápida resposta terapêutica. Agora,
se todas as unhas forem comprometidas ou se o fungo já destruiu
completamenta a unha (até a matriz), o tratamento fica mais caro
e mais demorado (6 meses). Nunca ande descalço em piscinas, vestiários,
banheiros e saunas. O fungo está presente em todos os ambientes,
e se este estiver úmido, há grande chance de contaminar
a sua pele e em consequência, as suas unhas.
Ultima
atualização: 08/01/2006
Unhas Fracas
Na
linguagem habitual define-se unha como a placa dura que se localiza
na região dorsal da extremidade de cada dedo das mãos
e pés. Na verdade, nestas extremidades temos um complexo ungueal,
que consiste da lâmina ungueal, do leito ungueal, da matriz e
dos tecidos periungueais. A principal função destas estruturas
é proteger a ponta dos dedos dos traumatismos e preservar a sensibilidade
táctil (tato).
A lâmina ungueal é um anexo cutâneo queratinizado
especializado, que não descama como a pele e não cai como
os pêlos. Sua flexibilidade se deve ao alto teor de enxofre (3,2%),
e não ao cálcio, que está presente em quantidades
mínimas (0,1-0,2% do peso). A concentração de enxofre
diminui muito em caso de atrofia e distrofia das unhas. Os lipídeos
(0,1-1%) são encontrados na forma de colesterol e ajudam a manter
a coesão e elasticidade da normal da unha. A falta de colesterol
torna a unha seca e suas células se separam facilmente. A pouca
presença de água (7-12%) ajuda na dureza da lâmina
ungueal.
Unhas frágeis podem ser consideradas equivalentes à pele
seca ou cabelos com pontas quebradiças. Na maior parte das vezes
é um problema adquirido. O tratamento básico é
a prevenção e proteção das causas de desidratação
da lâmina. Eliminar, se possível, hábitos ou agentes
químicos associados.
Dicas: colocar os dedos na água por 10 a 20
minutos à noite e a seguir, aplicar óleo mineral ou vaselina.
Não usar as unhas como ferramenta e mantê-las curtas, evitando
que se quebrem. Os esmaltes podem proteger dos traumatismos, mas os
removedores de esmalte podem fragilizar as unhas.
O dermatologista pode recomendar o uso de esmaltes com formaldeído
e suplementação de biotina, para estimular a síntese
de lipídios que aumentam a coesão entre os corneócitos
da lâmina ungueal, tornando-as mais duras e resistentes.
Ultima atualização:
19/11/2005
Unhas
Encarnadas
A unhas podem encarnar (encravar)
quando a parte lateral da lâmina ungueal cresce normalmente e
empurra os cantos dos dedos do pé para frente. Este movimento
para frente pode ser dificultado pela presença de um defeito
na lâmina ungueal, como esporão ou serrilhado. Este defeito
é causado por sapatos muito apertados, e mais freqüentemente
por manipulações realizadas durante o corte inadequado
da borda ungueal (manicures, pedicures). Quando uma unha encrava, o
dedo torna-se inflamado (dolorido, vermelho, inchado, com febre) e muitas
vezes apresenta secreção purulenta no local. Em alguns
casos pode apresentar crescimento de granuloma piogênico (carne
esponjosa), com sangramento freqüente.
Medidas imediatas:
Coloque o pé de molho durante 20
minutos duas vezes ao dia em água morna com um pouco de sabão
bactericida. Enquanto o pé estiver de molho faça uma massagem
sobre a parte inflamada.
Use uma pomada antibiótica cinco ou seis vezes ao dia.
Corte o canto da unha, deixando-o livre.
Não use sapatos.
Calce sandálias
ou deixe seu pé descalço o máximo possível
para evitar a pressão sobre a unha, mas quando tiver que usar
sapatos fechados, proteja a unha encravada da seguinte maneira:
Se o lado interno estiver machucado, coloque
uma esponginha presa com fita adesiva entre o dedão e o outro
dedo a fim de evitar que fiquem se tocando.
Se o lado machucado for o externo, coloque uma esponginha com fita adesiva
na parte externa do dedão para evitar que a unha fique tocando
a parede do sapato.
Como prevenir as unhas
encravadas:
Previna a recorrência das unhas encravadas desfazendo-se dos sapatos
de bico fino ou que ficaram apertados.
Corte as unhas retas deixando os cantos livres.
Procure imediatamente um médico
se:
A secreção purulenta não
regredir em 48 horas.
Houver formação do granuloma
piogênico com sangramento freqüente.
A inflamação do dedo se estender,
com febre e vermelhidão.
Se for diabético ou tiver tomando
imunossupressores.