Associação contesta nova
cobrança em conta telefônica
A Pro Teste - Associação
Brasileira de Defesa do Consumidor condena a cobrança ao cliente
da conta detalhada de telefone fixo relativa aos pulsos locais, como
anunciou a Telemar. A entidade lamenta que a Agência Nacional
de Telecomunicações (Anatel) ampare a conduta das empresas
de telefonia fixa que vêm investindo para começar a cobrar
pela discriminação das ligações locais
nas contas, no ano que vem.
Para a Pro Teste, o pagamento
deste serviço pelo consumidor, é uma ilegalidade gritante,
por contrariar o direito básico à informação,
que está sendo injustificadamente violado pelo próprio
órgão regulador, informa a assessoria da associação.
O Decreto nº 4733 de 2003
dá prazo até o ano que vem para que as empresas discriminem
as ligações, mas ampara a cobrança desse serviço.
Para a Pro Teste, a lei deve ser reformulado no que diz respeito ao
direito do consumidor a informação pelo serviço
prestado, assegurado pelo Código de Defesa do consumidor.
Para obrigar as empresas de
telefonia fixa a discriminar de forma detalhada o dia, a hora e a
duração das ligações efetuadas ao invés
do total de pulsos consumidos e o tempo total de ligações
locais, a Pro Teste tem uma ação civil pública
em andamento contra a Telesp, CTBC e Ceterp, que está em fase
de perícia.
Em documento entregue ao Tribunal
de Contas da União, na semana passada, a associação
apresentou as contribuições para a universalização
da telefonia fixa e para o novo marco regulatório do setor
de telecomunicações. No documento, condena o pagamento
do serviço de discriminação das chamadas locais
pelo consumidor, por entender que tal cobrança afronta ao direito
básico do consumidor à informação sobre
quais serviços está pagando, a fim de que possa controlar
a utilização do serviço em horários com
os correspondentes valores (tarifa norma, reduzida e super-reduzida).
Roberto do Nascimento
Da equipe do DiárioNet
Publicada em: 15/6/2005
Última
atualização: 05/03/2006

Imposto
sobre telefone chega a 62,9% e é o maior do mundo
.
25.12.04
Artigo de Elvira Lobato, publicado
na primeira página e na página B1 do jornal Folha de
São Paulo de 25 de dezembro de 2004, mostra o absurdo de impostos
que o governo brasileiro cobra sobre os serviços telefônicos.
Com a conversa de que os impostos
são para "combate à pobreza" (alguém
acredita?), o imposto é de 2 a 3 vezes maior que o do segundo
colocado (Argentina). Veja a seguir uma tabela comparativa com alguns
outros países:
Brasil 40,1 % a 62,9%
Espanha 16%
Argentina 21%
México 15%
França 19,6%
África do Sul 14%
Inglaterra 17,5%
Austrália 10%
Portugal 17%
Coréia 10%
Venezuela 16,5%
EUA 10%
Alemanha 16%
Canadá 7%
Serviço telefônico
é serviço público de primeira necessidade! Algum
dos políticos em quem V. votou está se esforçando
para baixar tais impostos?
Fonte: http://www.multidoc.com.br/sobr/sobr_254.htm#P258