| Alergias a alimentos podem ser difíceis de diagnosticar, pois muitas pessoas reagem de maneiras diversas a cada comida. Desse modo, fica difícil definir o que realmente pode ser uma alergia a alimento. Os alimentos podem causar vários tipos de reações:
Última atualização:
25/10/2005 A origem da psoríase é desconhecida. Diversos fatores podem influenciar sua manifestação, como: hereditariedade, alguns medicamentos (lítio, beta-bloqueadores), infecções (principalmente as causadas por estreptococos), doenças metabólicas (como diabetes) e fatores emocionais. Quem sofre desta doença passa por períodos de melhora e de recaídas ao longo de suas vidas. A psoríase é caracterizada por placas avermelhadas que descamam, mais comumente localizadas nos cotovelos, joelhos e couro cabeludo, mas pode aparecer em todo o corpo. Na grande maioria dos casos, não apresenta risco para os pacientes. Normalmente as lesões são assintomáticas, mas pode haver coceira intensa. O maior problema, contudo, é o impacto psico-social. Não é uma doença contagiosa e o contato com estas pessoas ou suas lesões não oferecem qualquer risco aos outros, mas estas pessoas se sentem marginalizadas pelo aspecto das lesões. Dor articular nos dedos das mãos, quadril e coluna cervical são sinais de psoríase artropática, mas que ocorre raramente. Nestes casos devem-se pedir radiografia das articulações acometidas, dosagem de HLA B27 no sangue (pois existe uma correlação genética), além de provas de função reumática, para descartar artrite reumatóide que pode ter um quadro semelhante. O ciclo evolutivo das células epidérmicas dos pacientes com psoríase é mais rápido (cinco dias) do que na pele normal (13 dias). Por isso há grande produção de escamas, levando o paciente a ter aspecto de "escama de peixe". O diagnóstico é simples, pois clinicamente as lesões têm um aspecto bem característico. Com a curetagem (raspagem), soltam-se escamas esbranquiçadas e, ao nos aprofundarmos levemente, sem causar dor ou desconforto, surge um leve sangramento. Em caso de dúvida, pode-se fazer uma biópsia (retirada de pequeno fragmento, sob anestesia local) para análise. O tratamento visa ao controle da doença e não à cura. São prescritos desde xampus à base de substâncias que melhoram a descamação, como ácido salicílico, enxofre, coaltar; a cremes para uso local com substâncias como corticóides, ácido salicílico, enxofre, antralina, coaltar, vitamina D3 (calcipotriol) e tazaroteno. A radiação ultravioleta traz benefícios aos pacientes com psoríase, devendo-se tomar os devidos cuidados. Em pacientes com psoríase acometendo mais de 30% da área corpórea costuma-se indicar o PUVA (cabines de ultravioleta A com uso prévio de medicamento). O ultravioleta B também tem suas indicações e a novidade é o UVB narrow band (banda estreita) para lesões localizadas. Para pacientes com lesões extensas e rebeldes aos tratamentos tópicos, o tratamento sistêmico pode ser indicado, mas necessitam extensa avaliação prévia, com exames de sangue para verificarmos funções renais, hepáticas e outros. Estes medicamentos incluem: retinóides orais, ciclosporina, metotrexate, azatioprina, sulfonamidas, dentre outros. Por fim, os pacientes muitas vezes necessitam de um "rodízio" de tratamentos para se manterem controlados. O dermatologista é quem pode melhor orientá-los. Última atualização:
22/02/2006 A dermatite (ou eczema) é uma inflamação das camadas superiores da pele que produz bolhas, rubor, edema, secreção, formação de crostas, descamação e, geralmente, prurido. O coçar e o atrito contínuo da pele podem provocar o espessamento e o endurecimento da mesma. Alguns tipos de dermatite afetam apenas determinadas partes do corpo, outros podem ser generalizados. A dermatite de contato é
a inflamação causada pelo contato com uma determinada substância.
A erupção permanece limitada a uma área específica
e, freqüentemente, apresenta limites bem definidos. As substâncias
podem causar inflamação cutânea através dos
seguintes mecanismos: irritação (dermatite de contato
irritativa) ou reação alérgica (dermatite
de contato alérgica). Mesmo os sabões suaves, os detergentes
e determinados metais podem irritar a pele após um contato freqüente.
Os efeitos da dermatite de contato variam desde uma hiperemia (rubor) discreta e de curta duração até uma inflamação grave com formação de bolhas. Freqüentemente, a erupção cutânea apresenta pequenas vesículas (pequenas bolhas) pruriginosas. No início, a erupção cutânea é limitada ao local do contato, no entanto, posteriormente, ela pode disseminar-se. A área da erupção cutânea pode ser muito pequena (p.ex., os lobos das orelhas, quando a causa da dermatite são brincos) ou pode afetar uma grande área do corpo (p.ex., quando uma loção para o corpo é a causa da dermatite). Quando a substância responsável pela erupção cutânea é removida, a hiperemia desaparece em poucos dias. As vesículas podem drenar e formar crostas, mas elas secam rapidamente. A descamação residual, o prurido e o espessamento temporário da pele podem durar dias ou semanas. A causa da dermatite de contato nem sempre é fácil de ser determinada, pois as possibilidades são infinitas. Além disso, a maioria dos indivíduos não tem conhecimento de todas as substâncias que entram em contato com sua pele. Freqüentemente, a localização da erupção inicial é uma pista importante. Quando o médico suspeita de uma dermatite de contato, mas um processo cuidadoso de eliminação não consegue definir a causa, poderá ser realizado um teste cutâneo (Patch Test). Para este teste, pequenos adesivos contendo substâncias que comumente causam dermatite são aplicados sobre a pele e mantidos durante dois dias para se observar se ocorre uma erupção cutânea sob um deles. Apesar de útil, o teste cutâneo é complicado. O médico deve decidir quais são as substâncias que devem ser testadas, a quantidade de cada substância que deve ser aplicada e quando o teste deve ser realizado. Além disso, a interpretação dos resultados do teste cutâneo pode ser difícil. Os testes podem fornecer resultados falso-positivos ou falso-negativos. A maioria dos indivíduos consegue descobrir a causa de sua dermatite sem o teste cutâneo, eliminando de modo sistemático as possíveis causas. Contudo, o teste cutâneo pode prover pistas importantes para se identificar a causa. O tratamento consiste na remoção e no afastamento de tudo que esteja causando a dermatite de contato. Para prevenir a infecção e evitar irritação, o indivíduo deve limpar a área regularmente com água e um sabão suave. As vesículas não devem ser rompidas. O curativo seco também pode ajudar na prevenção contra as infecções. Os cremes ou as pomadas de corticosteróides geralmente aliviam os sintomas da dermatite de contato leve, exceto quando o indivíduo apresenta uma quantidade muito grande de vesículas, como no caso do contato com a hera venenosa. Algumas vezes, para os casos graves de dermatite de contato, são prescritos comprimidos de corticosteróides (p.ex., prednisona). Embora os anti-histamínicos aliviem o prurido em algumas situações, eles não são particularmente úteis na maioria dos casos de dermatite de contato. Última atualização:
18/12/2005
A dermatite crônica das mãos e dos pés consiste em um grupo de distúrbios nos quais as mãos e os pés tornam-se inflamados e irritados freqüentemente. A dermatite crônica das mãos é conseqüência de tarefas repetitivas e do contato com substâncias químicas. A dermatite crônica dos pés é conseqüência das condições de calor e de umidade produzidas pelas meias e calçados. A dermatite crônica pode produzir prurido na pele das mãos e dos pés além de dor. A dermatite de contato crônica das mãos geralmente tem sua causa na irritação provocada por substâncias químicas (p.ex., sabões, detergentes, produtos para limpeza) ou por luvas de borracha (látex). A ponfólige (desidrose) é um distúrbio crônico (de longa duração) que causa a formação de vesículas pruriginosas nas palmas das mãos e nas laterais dos dedos, que também pode ocorrer nas plantas dos pés. Freqüentemente, as vesículas são descamativas, vermelhas e com saída de um líquido claro e espesso. A ponfólige é algumas vezes chamada de desidrose, o que significa "sudorese anormal", mas essa doença não tem qualquer relação com o suor. Além da dermatite de contato, a infecção fúngica é uma causa comum de erupção cutânea nos pés, especialmente as pequenas vesículas ou erupções cutâneas vermelhas e profundas. Algumas vezes, o indivíduo com uma infecção fúngica crônica nos pés apresenta uma dermatite nas mãos decorrente de uma reação alérgica ao fungo (mícides). O tratamento da dermatite crônica depende de sua causa. Na maioria dos casos, o melhor tratamento consiste na eliminação da substância química que está irritando a pele. Os cremes de corticosteróides podem ser aplicados para tratar a inflamação. As infecções bacterianas que podem ocorrer nas lesões abertas da pele são tratadas com antibióticos. Quando a causa dos sintomas é um fungo, é prescrito um medicamento antifúngico local ou sistêmico. Última atualização:
18/12/2005 A dermatite atópica é
uma inflamação crônica e pruriginosa das camadas superiores
da pele que freqüentemente afeta os indivíduos que apresentam
febre do feno, asma e indivíduos que têm familiares com essas
doenças (alergias familiares, a roupas de lã, aos pelos
de animais, aos medicamentos, etc..). Os indivíduos com dermatite
atópica comumente apresentam muitos outros distúrbios alérgicos.
A relação entre a dermatite e esses distúrbios ainda
não foi totalmente esclarecida. Algumas vezes, a dermatite atópica
manifesta-se nos primeiros meses após o nascimento. Os lactentes
podem apresentar erupções cutâneas avermelhadas, secretantes
e que formam crostas na face, no couro cabeludo, na área perineal,
nas mãos, nos membros superiores, nos pés ou nos membros
inferiores. A dermatite freqüentemente desaparece em torno dos 3
a 4 anos de idade, embora a recorrência seja comum. Nas crianças
maiores e nos adultos, a erupção cutânea freqüente
ocorre (e recidiva) em apenas um dos cotovelos ou atrás dos joelhos.
Várias visitas ao médico podem ser necessárias para o estabelecimento do diagnóstico. Não existe um exame ou teste específico para a dermatite atópica. O médico estabelece o diagnóstico baseando-se no padrão típico da erupção cutânea e, freqüentemente, no histórico de outros casos de alergia na família. Embora a dermatite atópica possa ser muito semelhante à dermatite seborréica nos lactentes, os médicos tentam diferenciar essas doenças porque as complicações e os tratamentos de cada uma são diferentes. A dermatite atópica não tem cura, mas certas medidas podem ser úteis. Evitar o contato com substâncias que sabidamente irritam a pele pode evitar a ocorrência de uma erupção. Os cremes ou pomadas de corticosteróides podem aliviar uma erupção cutânea e controlar o prurido. No entanto, os cremes corticosteróides potentes aplicados sobre grandes áreas ou durante muito tempo podem causar sérios problemas médicos, sobretudo em lactentes, pois os corticosteróides são absorvidos pela corrente sangüínea. Quando um creme ou uma pomada de corticosteróide parece perder a sua eficácia, ele pode ser substituído pela vaselina por uma semana ou mais e, em seguida, o tratamento deve ser reiniciado. A aplicação de vaselina ou de óleo vegetal sobre a pele pode ajudar a mantê-la macia e lubrificada. Quando o uso do corticosteróide é reiniciado após uma breve interrupção, é mais provável que ele volte a ser eficaz. Alguns indivíduos com dermatite atópica observam que o banho piora a erupção cutânea. A água e o sabão
e até mesmo a secagem da pele, sobretudo o atrito da toalha, podem
ser irritantes. Para esses indivíduos, banhar-se com menos freqüência,
secar a pele suavemente com uma toalha e a aplicação de
óleos ou lubrificantes não-perfumados (p.ex., cremes hidratantes
para a pele) sobre a pele úmida podem ajudar. Algumas vezes, um
anti-histamínico (p.ex., difenidramina, hidroxizina) ajuda a controlar
o prurido, em parte por atuar como um sedativo. Como esses medicamentos
podem causar sonolência, o melhor é utilizá-los à
noite. Última atualização:
18/12/2005
Terapia probiótica para eczema atópico em lactentes Última atualização:
18/12/2005
As lesões cutâneas da dermatite atópica são caracterizadas por alterações inflamatórias e por hiperplasia epitelial que necessitam de angiogênese (formação de vasos). As células-tronco podem participar deste processo através da secreção bidirecional de enzimas lesivas ao tecido e de fatores pró-angiogênicos. Em um estudo publicado recentemente na revista Allergy, os autores avaliaram a ocorrência e possível função das células tronco na derme papilar e nas camadas epidérmicas das lesões de dermatite atópica. Secções seriadas em combinação com imunohistoquímica, histoquímica e análises da atividade do antígeno nuclear de proliferação celular (ANPC) foram utilizadas e relacionadas aos estudos da espessura epidérmica e expressão gênica. As células-tronco estavam localizadas na derme papilar e migraram através da lâmina basal para dentro da epiderme das lesões de dermatite atópica. Um aumento da atividade do ANPC nas células das camadas superficiais epidérmicas indicou ativação dos queratinócitos e estimulação do crescimento endotelial. Apenas 30% das células tronco papilares que permaneceram com a triptase foram positivas para o azul de toluidina e 80% foram quimase positiva. A maioria das células tronco papilar e epidérmica estava localizada próximo às células endoteliais. A expressão vascular de endoglina (CD105) demonstrou processos neoangiogênicos. A estimulação das células-tronco levou à expressão de fatores pró-angiogênicos. A expressão gênica de fatores lesivos ao tecido tais como metaloproteinases da matriz também esteve aumentada. De acordo com os autores, estes dados sugerem que na dermatite atópica, as células-tronco estão abundantemente localizadas junto e dentro da epiderme na qual elas podem estimular a neoangiogênese. Através dos novos vasos, as células inflamatórias, junto com os componentes do complemento e anticorpos, podem ser transportadas até a epiderme e auxiliar na defesa contra os antígenos ambientais e manter a inflamação crônica. Mast cells and vasculature in atopic dermatitis potential stimulus of neoangiogenesis - Allergy - 2005; 60(1):90 Última atualização:
18/12/2005
A dermatite seborréica
geralmente inicia de modo gradual, causando uma descamação
seca ou oleosa do couro cabeludo (caspa), algumas vezes com prurido, mas
sem queda de cabelo. Nos casos mais graves, pápulas de coloração
amarelada a avermelhada surgem ao longo da linha do cabelo, atrás
das orelhas, nos canais auditivos, nas sobrancelhas, na ponte nasal, em
torno do nariz e sobre o tronco. A causa da caspa não está
decisivamente estabelecida, podendo ser agravada pelo frio, transpiração,
baixa freqüência de lavagem dos cabelos, estados de tensão
nervosa que propiciam o aumento de microorganismos como bactérias
e fungos no couro cabeludo, como o fungo Ptyrosporum ovale. Muitas pessoas com caspa ficam
evitando lavar a cabeça, com medo de que os cabelos caiam, ficando
assim com os cabelos empastados, o que agrava ainda mais o quadro. Quando
não tratada a tempo, a caspa pode levar à calvície,
tanto em homens como em mulheres, portanto não só a hereditariedade
influi no surgimento da calvície como se pensava, sendo a caspa
uma delas. Não se deixe levar por propagandas enganosas, existe uma quantidade muito grande de xampus que prometem verdadeiros milagres contra a caspa, sendo que alguns, por conterem muitas substâncias químicas, podem até lesar os cabelos, se usados por muito tempo. Procure só usar um xampu receitado por um médico dermatologista, pois este profissional saberá qual o produto mais indicado, se este for o seu problema. Um péssimo hábito das pessoas que tem caspas é achar que o mesmo medicamento ou produto usado por um amigo pode ter o mesmo efeito para ele. Cada caso é um caso, por isso ninguém melhor que um dermatologista para determinar o que fazer e qual o melhor remédio. Além disso, é preciso tomar muito cuidado com as famosas receitas caseiras. Determinados recursos podem somente provocar irritações e não resolvem o problema. Nos adultos, o couro cabeludo
pode ser tratado com xampus contendo piritiona zinco, sulfeto de selênio,
ácido salicílico, enxofre ou alcatrão. Geralmente
o indivíduo utiliza esses xampus em dias alternados até
controlar a caspa e, em seguida, duas vezes por semana. Freqüentemente,
o tratamento continua durante muitos meses. Quando a dermatite retorna
após a interrupção do tratamento, ele pode ser reiniciado.
A dermatite numular é uma
erupção cutânea persistente e geralmente pruriginosa
acompanhada por uma inflamação caracterizada por manchas
em forma de moeda que contêm pequenas vesículas, crostas
e escamas. A sua causa é desconhecida. Geralmente, a dermatite
numular afeta os indivíduos de meia idade, ocorre concomitantemente
com a pele seca e é mais comum no inverno. No entanto, a erupção
cutânea pode surgir e desaparecer sem qualquer razão aparente.
Última atualização:
18/12/2005
Dermatite Esfoliativa Generalizada A dermatite esfoliativa generalizada é uma inflamação grave que afeta toda a superfície cutânea e produz hiperemia e descamações intensas. Certos medicamentos (sobretudo as penicilinas, as sulfonamidas, a isoniazida, a fenitoína e os barbitúricos) podem causar a dermatite esfoliativa generalizada. Em alguns casos, trata-se de uma complicação de outras doenças da pele como, por exemplo, a dermatite atópica, a psoríase e a dermatite de contato. Certos linfomas (cânceres dos linfonodos) também podem causar dermatite esfoliativa generalizada. Em muitos casos, nenhuma causa pode ser encontrada. A dermatite esfoliativa generalizada pode iniciar de forma rápida ou lenta. Toda superfície cutânea torna-se vermelha, descamativa, espessa e, às vezes, com crostas. Alguns indivíduos apresentam prurido e aumento dos linfonodos. Embora muitos apresentem febre, eles podem sentir frio porque uma grande quantidade de calor é perdida através da pele lesada. Grandes quantidades de líquido e de proteínas podem extravasar e a pele lesada é uma barreira deficiente contra as infecções. O diagnóstico e tratamento precoces são importantes para evitar que a infecção e a perda de líquido e de proteínas coloquem a vida do paciente em risco. Qualquer medicamento ou substância química que possa estar causando a dermatite deve ser eliminado. Quando a causa da dermatite é um linfoma, o tratamento deste ajuda a eliminá-la. Os indivíduos com dermatite esfoliativa generalizada grave freqüentemente necessitam de hospitalização e são tratados com antibióticos (para combater a infecção), líquidos intravenosos (para repor a perda líquida através da pele) e complementos nutricionais. O tratamento deve incluir medicações e cobertores térmicos para controlar a temperatura corpórea. Os banhos frios seguidos por aplicações de vaselina e curativos com gaze podem ajudar a proteger a pele. Os corticosteróides (p.ex., prednisona) administrados pela via oral ou intravenosa são utilizados somente quando as outras medidas não forem eficazes ou quando a doença torna-se grave. Última atualização:
18/12/2005 A dermatite de estase é a hiperemia crônica com descamação, calor e edema (inflamação) que afeta as partes inferiores das pernas, cuja pele apresenta uma coloração castanha escura. A dermatite de estase é decorrente do acúmulo de sangue e de líquido sob a pele e, por essa razão, tende a ocorrer em indivíduos que apresentam varizes e edema. Geralmente, a dermatite de estase ocorre sobre os tornozelos. No início, a pele torna-se avermelhada e apresenta uma descamação discreta. No decorrer de semanas ou meses, a pele torna-se castanha escura. Freqüentemente, o acúmulo subjacente de sangue é ignorado durante muito tempo, durante o qual o edema aumenta assim como o risco de infecção e de uma eventual lesão cutânea grave (ulceração). O tratamento em longo prazo visa
reduzir as chances de acúmulo de sangue nas veias localizadas em
torno dos tornozelos. Manter os membros inferiores acima do nível
do coração impede que o sangue se acumule nas veias e que
ocorra o acúmulo de líquido na pele. Meias compressivas
adequadas podem ajudar a impedir lesões cutâneas graves por
impedirem o acúmulo de líquido nas pernas. Ultima atualização:
18/12/2005
Dermatite Localizada Causada por Arranhadura A dermatite localizada causada por arranhadura (líquen simples crônico, neurodermite) é uma inflamação crônica e pruriginosa da camada superior da pele. Ela causa ressecamento, descamação e áreas espessas, escuras, ovaladas, irregulares ou angulares. A sua causa é desconhecida, mas fatores psicológicos podem ter algum papel. A doença não parece ser alérgica. Mais mulheres que homens apresentam a dermatite localizada causada por arranhadura. Geralmente, ocorre entre os 20 e os 50 anos de idade. A dermatite localizada causada por arranhadura pode ocorrer em qualquer local do corpo, inclusive no ânus (prurido anal) e na vagina (prurido vaginal). Nos estágios iniciais, a pele apresenta um aspecto normal, mas é pruriginosa. Posteriormente, ocorre ressecamento, descamação e áreas escuras decorrentes do coçar e da fricção da pele. Os médicos tentam descobrir se o estresse psicológico, as alergias ou doenças subjacentes podem ser a causa do prurido inicial. Quando o quadro é localizado em torno do ânus ou da vagina, o médico pode investigar a possibilidade de oxiuríase, tricomoníase, hemorróidas, secreções locais, infecções fúngicas, verrugas, dermatite de contato ou psoríase. Para curar a doença, o
indivíduo deve parar de arranhar e de friccionar a pele que causam
irritação da mesma. Para ajudar a controlar o prurido, o
médico prescreve anti-histamínicos que devem ser administrados
pela via oral e cremes de corticosteróides que devem ser friccionados
delicadamente sobre a área afetada. Um curativo cirúrgico
saturado com um corticosteróide não só provê
um tratamento, mas também evita que a pessoa arranhe o local. Última atualização:
18/12/2005
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